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Ativação do reflexo de extensão cruzada, utilizando facilitação neuromuscular proprioceptiva, tarefa velocidade dependente, realidade virtual e braço robótico

Processo: 16/17126-5
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 03 de julho de 2017
Vigência (Término): 02 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:João Eduardo de Araujo
Beneficiário:João Eduardo de Araujo
Anfitrião: Robert L. Sainburg
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Pennsylvania State University, Estados Unidos  
Assunto(s):Realidade virtual

Resumo

A Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP) é um método de reabilitação utilizado ao longo de muitos anos por fisioterapeutas para facilitar a função do membro superior, com pouca ou nenhuma pesquisa quantitativa que investigou os mecanismos neurais subjacentes ou sua eficácia. Nosso objetivo é determinar se é possível facilitar o movimento no membro superior direito (MSD), utilizando resistência isométrica recíproca no membro superior esquerdo (MSE), seguindo o padrão do reflexo de extensão-cruzada, e se a facilitação pode persistir após treinamento. Participarão dos experimentos I e II, 50 sujeitos saudáveis, de ambos os sexos, com idade entre 18 e 27 anos. Participarão do Experimento III, 28 sujeitos pós-AVC, na fase crônica da doença (6 meses após o AVC) e faixa etária entre 50-70 anos de idade. Todos os participantes deverão ter preferência motora para o MSD. Os sujeitos do experimento I e II serão testados por uma tarefa bilateral em um equipamento de realidade virtual (RV) e ainda no experimento III, um braço robótico será acoplado ao equipamento de RV. O MSE será submetido a diagonais extensoras e flexoras de FNP, enquanto o MSD realizará um movimento com velocidade máxima em extensão de cotovelo para atingir um alvo virtual. Sensores magnéticos serão acoplados ao MSD para digitalizar a mão, antebraço e braço. No experimento 1 teremos: grupo 1 onde os sujeitos irão manter o MSE sem nenhum padrão de movimento (Força Zero), no grupo 2 realizarão flexão do cotovelo esquerdo e no grupo 3 extensão do cotovelo esquerdo, sempre utilizando 75% da força voluntária máxima (FVM). No experimento 2, os sujeitos serão previamente treinados para fazer a extensão do cotovelo em velocidade máxima durante 3 dias, realizando 100 movimentos por dia. No grupo 1 não haverá facilitação durante o treinamento e no grupo 2 os sujeitos receberão facilitação de extensão-cruzada pela resistência de 75% da FVM no MSE. As avaliações acontecerão antes, após o último treino e 2 semanas após a última sessão de treinamento. No experimento 3, teremos: grupo 1 onde os pacientes irão manter o MSE sem nenhum padrão de movimento (Força Zero) e no grupo 2 irão realizar flexão e extensão do cotovelo esquerdo, utilizando 75% da FVM. Os resultados serão submetidos a uma análise de variância de duas vias (ANOVA) e pelo pós-teste de Holm Sidack, com P significativo < 0,05.