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O corpo do poema: uma leitura de Ana Cristina César

Processo: 16/17559-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2018
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Teoria Literária
Pesquisador responsável:Viviana Bosi
Beneficiário:Fernanda Morse Valente Castro
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/08331-0 - 'A velha Paris já terminou': a obra de Ana Cristina Cesar em trânsito, BE.EP.IC
Assunto(s):Crítica literária   Literatura brasileira   Literatura contemporânea

Resumo

Pretendemos investigar como Ana Cristina Cesar trabalha suas inquietações, as quais estariam ligadas a um desejo de que sua poesia pudesse se relacionar com o leitor não só intelectualmente, mas corporalmente, ao conferir uma dimensão "física" ao que escreve. Considerando que a poeta experimenta a escrita como Rolland Barthes propõe ao dizer "(...) que a escrita não compensa nada, não sublima nada, que ela está precisamente ali onde você não está - é o começo da escrita. " (BARTHES, 2003, p 161.), aspiramos entender a sua reação a isso, em uma luta contra certa ausência ("ela está precisamente ali onde você não está") que seria inerente à linguagem. Vemos emergir as questões que pretendemos estudar em sua obra quando Ana C. escreve, à luz de Walt Whitman: "Amor, isto não é um livro, sou eu, sou eu que você segura e sou eu que te seguro (...) caio das páginas nos teus braços, teus dedos me entorpecem (...)" (CESAR, 2013, p. 68). Artifícios como uma intensa convocação do leitor ao poema, ao mesmo tempo em que o abismo entre eles é declarado; um apelo intimista que se forja através do uso de inscrições epistolares e de diário; e, muitas vezes, um embate direto com a linguagem, em versos que se referem ao próprio exercício da escrita - todos estes procedimentos indicariam como Ana C. articula as suas preocupações e como ela deseja que seus poemas sejam lidos. Questões que, por sua vez, Annita Costa Malufe parece entender quando escreve: "Talvez estejamos diante de um texto que é corpo, ainda que não um corpo de carne e osso. Poderíamos, assim, alargar a nossa concepção de corpo, e imaginar uma linguagem que é ela mesma corpo, é um corpo que afeta outros corpos; linguagem tátil, sonora, plástica (...)" (MALUFE, 2011, P. 187).Palavras-chave: Poesia brasileira contemporânea; Ana Cristina Cesar; Crítica literária. (AU)