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Efeitos da administração prévia de taurina na neuroproteção e prevenção dos efeitos do consumo crônico de etanol na neurogênese hipocampal

Processo: 16/16982-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Pesquisador responsável:Luiz Fernando Takase
Beneficiário:Victor Augusto Mattiuzzo
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Neurogênese   Neurociências   Hipocampo   Alcoolismo   Taurina

Resumo

O consumo abusivo e crônico de etanol é um dos principais fatores de risco à saúde, sendo responsável por 4% do total das doenças no mundo. Há evidências de que o consumo excessivo do etanol causa danos neurológicos permanentes tanto em animais quanto em humanos, levando à diminuição de funções cognitivas, como o aprendizado e a memória. Estes problemas podem estar diretamente relacionados com a neurodegeneração e diminuição da neurogênese no hipocampo. Acredita-se que a estimulação da neurogênese hipocampal através da administração de substâncias neuroativas, como a taurina, pode prevenir ou pelo menos, minimizar estes graves déficits cognitivos e comportamentais comumente observados em indivíduos alcoólicos. A taurina é um aminoácido não-essencial dentre um dos mais abundantes no organismo, sendo encontrado em maiores concentrações especialmente em estruturas cujos tecidos são mais excitáveis. No Sistema Nervoso Central (SNC), a taurina apresenta diversas funções, quase todas relacionadas à neuroproteção e estímulo da neurogênese. Com isto, o presente estudo objetivou analisar os efeitos da administração de taurina na neuroproteção e prevenção da inibição da neurogênese hipocampal induzida pelo consumo forçado de etanol. Serão usados ratos wistar, machos, de 2 meses de idade, mantidos em biotério com condições de luz e temperatura controladas. Primeiramente, os animais receberão injeções diárias de taurina (i.p., 300mg/kg, em solução salina estéril 0,9%, no volume de 2ml/kg) durante o período de 28 dias. O grupo controle receberá injeção apenas do veículo (solução salina 0,9%) durante o mesmo período. Após este período, os animais serão expostos ao modelo de consumo forçado de etanol, onde tiveram acesso contínuo a apenas uma garrafa contendo solução aquosa de etanol, sem a opção de água pura, durante o período de 28 dias. O grupo controle recebeá garrafas contendo apenas água. Os animais serão submetidos ao teste de omissão de objeto e depois perfundidos. Os encéfalos serão removidos, pós-fixados, crioprotegidos e criosseccionados em cortes coronais de 40µm. Os cortes serão processados com técnicas de imunohistoquímica contra Ki-67 (proliferação celular) e DCX (neurogênese). Outra série será corada com violeta de cresila para análise volumétrica do hipocampo e quantificação do número de células picnóticas (em apoptose). O presente trabalho pode ter interessantes correlações clínicas, uma vez que seus resultados podem abrir novas perspectivas na prevenção dos efeitos do etanol no SNC. (AU)

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