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Um estudo cognitivo-funcional das construções intensificadoras no português brasileiro

Processo: 16/00998-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Edson Rosa Francisco de Souza
Beneficiário:Ana Ligia Scaldelai
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Português do Brasil   Linguística cognitiva   Funcionalismo linguístico   Gramaticalização   Gramática funcional

Resumo

O objetivo da pesquisa é analisar as construções intensificadoras não-prototípicas no Português brasileiro (tais como puta da vida, roxo de raiva, vermelho de ódio, vermelho de vergonha, bonito pra burro, feio pra caramba, morto de fome, podre de bêbado, lindo de morrer, feio de doer, dentre outros), em uma perspectiva pancrônica, com base nos pressupostos teóricos da abordagem construcional (TRAUGOTT e TROUSDALE, 2013; TRAUGOTT, 2008; GOLDBERG, 1995, 2006; CROFT, 2001), com vistas a identificar os contextos de uso que favorecem a mudança construcional dessas expressões como estruturas de intensificação e as motivações morfossintáticas, semânticas e pragmáticas que operam na formação dessas construções intensificadoras no Português brasileiro. A abordagem teórica adotada na pesquisa resulta da união do Funcionalismo norte-americano, representado por Traugott, Trousdale, Bybee, entre outros, com a Linguística Cognitiva, em especial no que se refere à Gramática de Construções, na esteira dos trabalhos de Goldberg, Croft, entre outros, e conta ainda com o auxílio do instrumental teórico-metodológico de Bybee (2003, 2010) sobre as noções de frequência type e frequência token. O universo de investigação é composto por textos falados e escritos provenientes do Corpus do Português (DAVIS e FERREIRA, 2006), que permite a análise de diferentes sincronias do Português (do século XIV ao século XX) e por inquéritos de língua falada do Banco de dados IBORUNA (GONÇALVES, 2007), que contemplam o Português contemporâneo. A principal hipótese defendida na pesquisa é a de que construções em análise estão passando por um processo de construcionalização (gramaticalização), uma vez que na medida em que tais construções vão se tornando mais esquemáticas na gramática do Português brasileiro, nota-se tanto uma alteração nas suas fronteiras sintáticas quanto uma alteração nos seus significados (que passam de composicional a construcional), possibilitando, assim, que tais construções passem a exercer novas funções na língua, como a de intensificador. (AU)