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Tópicos especiais em conservação da agrobiodiversidade

Processo: 16/17780-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de outubro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Flávio Bertin Gandara
Beneficiário:Fábio Frattini Marchetti
Supervisor no Exterior: Laure Emperaire
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Local de pesquisa : Patrimoines Locaux et Gouvernance (PALOC), França  
Vinculado à bolsa:14/00313-1 - Sistema agroflorestal com mandioca: conservação da agrobiodiversidade e aumento da segurança alimentar em assentamentos rurais, BP.DR
Assunto(s):Ecologia humana   Etnobotânica   Estudos interdisciplinares   Biodiversidade   Desenvolvimento sustentável

Resumo

O contexto da presente proposta situa-se na construção participativa de alternativas de gestão da agrobiodiversidade articuladas com a proteção do patrimônio cultural. Atualmente são poucos os estudos no campo da agricultura relacionados à construção de patrimônios culturais. Considerando o potencial de geração de renda da agrobiodiversidade no contexto de sistemas agrícolas, estudos voltados aos registros de patrimônios culturais são importantes instrumentos de construção da identidade e soberania de povos e comunidades agrícolas. Essa estratégia vem sendo utilizada na França, especialmente nos Parques Naturais Regionais (PNR), que são organizados a partir de projetos de desenvolvimento sustentável, tendo como eixo a proteção e valorização dos patrimônios locais naturais e culturais, permitindo a conservação dos saberes e da agrobiodiversidade aliada a geração de trabalho e renda para suas comunidades. Considerando que o Brasil é um dos países com a maior sociodiversidade e que o saber popular não é estático, a pesquisa brasileira tem um papel fundamental na instrumentalização desse saber. Nesse processo, é fundamental o conhecimento de novas metodologias que permitam articular o conhecimento local e o científico, que está diretamente ligado à articulação entre as ciências naturais e sociais. O estágio no exterior tem por objetivo o aprofundamento teórico em áreas interdisciplinares, que associem as ciências naturais com as ciências sociais e humanas, especialmente em temas sobre a diversidade do homem e suas relações com a natureza, com foco nas estratégias utilizadas localmente face aos desafios complexos globais de conservação da biodiversidade e desenvolvimento sustentável, envolvendo gestão de recursos naturais em territórios rurais com enfoque no patrimônio local e culturas imateriais. Com isso, o estágio visa a capacitação e treinamento do bolsista para aprimoramento das análises dos dados do doutorado e avançar nos estudos e ações voltados à reforma agrária, com atenção especial à conservação on-farm da agrobiodiversidade. O estágio realizar-se-á junto à Unité Mixte de Recherche - Patrimoines Locaux et Governance (UMR 208 - PALOC), sediada em Paris, França, que reúne pesquisadores, professores, engenheiros e técnicos ligados ao Institut de Recherche pour le Developpement (IRD) ou ao Muséum Nacional d`Histoire Naturelle (MNHN), onde serão acompanhadas atividades de pesquisa com patrimônios locais na França, especialmente nos Parques Naturais Regionais, incluindo a troca de experiências sobre metodologias de pesquisa junto às comunidades locais, no que se refere às formas de valorização de patrimônios, tanto naturais, quanto culturais, relacionados à agrobiodiversidade. Será programada a participação em cursos e seminários sobre as temáticas relacionadas à pesquisa, ministrados no MNHN, na École de Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), no Musée de l`Homme, e na AgroParisTech, todos localizados em Paris, França. Sob coordenação da Drª Laure Emperaire, serão desenvolvidas as análises dos dados etnobotânicos da pesquisa de doutorado em curso. Será dada ênfase aos dados já inteiramente coletados sobre a diversidade de mandioca em assentamentos rurais; o manejo, circulação e manutenção das variedades locais de mandioca entre os agricultores assentados; os usos das diferentes variedades pelas famílias e comunidades de agricultores e suas relações com a organização social, econômica e de governança dentro dos assentamentos, visando a conservação de agrobiodiversidade e desenvolvimento sustentável dessas áreas. O cronograma do estágio tem um plano para oito meses, de fevereiro a setembro de 2017, período em que serão desenvolvidas as análises dos dados da pesquisa, participação em cursos e seminários, acompanhamento de pesquisas desenvolvidas pela instituição sede e a elaboração de artigos científicos. (AU)