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Uso de biocarvões alternativos na melhoria da qualidade do solo contaminado com zinco

Processo: 16/14102-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 31 de maio de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Ciência do Solo
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Cleide Aparecida de Abreu
Beneficiário:Lindiamara Sertoli
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Metais pesados   Poluição do solo   Fertilidade do solo   Biocarvão   Microbiologia do solo   Qualidade do solo

Resumo

Recentemente, a aplicação de biocarvão ao solo vem mostrando resultados positivos nas características químicas, físicas e biológicas do solo, sendo o grau de contribuição muito dependente da origem da biomassa, das condições de queima e das características do solo. Para que o biocarvão se apresente como uma tecnologia viável, ecologicamente correta e de custo baixo para remediar áreas contaminadas por metais é importante escolher biomassas que ainda não têm um destino final eficiente, sem valor agronômico agregado e com alta produção, destacando-se com essas características a borra de café e o fino de carvão. Diante do exposto, propõe se a presente pesquisa com o objetivo de avaliar a eficiência dos biocarvões produzidos a partir da borra do café da indústria do café solúvel, do pergaminho de café e de finos de carvão, na recuperação de solo contaminado com metais pesados, gerando alternativas para melhorar a qualidade desses solos. As biomassas oriundas da indústria cafeeira serão pirolisadas a 700 °C e, depois, submetidas às análises químicas, físicas e de imagens (MEV). No primeiro experimento, em cada amostra de biocarvão será determinada a capacidade máxima de adsorção e dessorção de Zn, principal contaminante. No segundo experimento, será avaliado o efeito da aplicação desses biocarvões, de diferentes biomassas, nas características químicas, físicas e microbiológicas do solo contaminado. Os tratamentos serão: testemunha absoluta (amostra de solo de 0-20 cm de área rica em Zn, sem correção de pH e sem adição de biocarvão); solo + 5% (m/m) de biocarvão da borra de café; solo + 5% (m/m) de biocarvão do pergaminho de café; solo + 5% de fino de carvão (m/m). Se houver aumento do pH devido a alcalinidade dos biocarvões oriundos das biomassas do café, serão adicionados dois tratamentos, sem biocarvão, corrigindo o pH do solo. Os tratamentos serão incubados por 90 dias. Em diferentes épocas serão feitas determinações químicas (pH, MO, P, K, Ca, Mg, CTC, Al, Fe, Mn, Cu, Zn, Cd, Ni e Pb), análises microbiológicas (carbono da biomassa microbiana, respiração basal, quociente metabólico, quociente microbiano, atividade da desidrogenase, atividade da ²-glucosidase, protease), análises físicas (agregação e retenção de água). Ainda, será determinado o índice de qualidade do solo (IQS). (AU)