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Disfunção tireoidiana clínica, subclínica e anticorpos anti-tireoperoxidase e sua associação com transtornos psiquiátricos na linha de base e após seguimento de 4 anos do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil)

Processo: 16/21937-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Paulo Andrade Lotufo
Beneficiário:Ana Carolina de Moraes Fontes Varella
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/17213-2 - Incidência de doença tireoidiana clínica, subclínica e de anticorpos anti-tireoperoxidase no Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), AP.TEM
Assunto(s):Doença crônica   Hipertireoidismo   Hipotireoidismo   Depressão

Resumo

Vários estudos sugerem uma relação entre disfunção tireoidiana e presença de transtornos psiquiátricos. Forman-Hoffman et al., no NHANES-3, encontraram evidências de que baixos níveis de TSH e T4-livre associam-se com depressão em homens e os níveis de T4-livre em mulheres (Forman-Hoffman et al., 2006). Gulseren et al., usaram a escala de Depressão e Ansiedade de Hamilton em pacientes com hipo e hipertireoidismo clínico ou subclínico e demonstraram que pacientes com doença tireoidiana subclínica apresentavam escores mais elevados tanto para depressão quanto para ansiedade, sendo mais elevados para os pacientes com doença tireoidiana clínica (Gulseren et al., 2006). No Brasil, Guimarães et al., demonstraram que mulheres com diagnóstico de depressão apresentaram TSH mais elevado mostrando associação entre depressão e hipotireoidismo (Guimarães et al., 2009). Já utilizando dados do ESLA-Brasil, Benseñor et al., mostraram associação entre hipertireoidismo subclínico e transtorno do pânico com razão de chances de 2,55 e uma associação inversa entre hipotireoidismo subclínico e ansiedade generalizada. Porém, essas associações perderam significância após ajustes para múltiplas comparações (Benseñor et al., 2015). Este projeto faz parte do Projeto Temático FAPESP 2015.17213-2, que tem como pesquisadora principal a Dra. Isabela Judith Martins Benseñor. Objetivo principal: avaliar a associação entre a presença de alterações da função tireoidiana (hipertireoidismo subclínico, hipotireoidismo subclínico e presença de anticorpos anti-tireoperoxidase - anti-TPO) com transtornos psiquiátricos utilizando dados da linha de base e do seguimento de quatro anos do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Método: o ELSA-Brasil, é um estudo de coorte envolvendo 15105 participantes, com dados da linha de base (2008-10) e do seguimento de 4 anos (2012-14) disponíveis para a análise. Na onda 1 foi colhido TSH (todos os participantes) e T4-livre se os valores de TSH eram alterados. Na onda 2 não foi avaliada a função tireoidiana, mas foram estocadas amostras de soro para uso posterior. Para a realização deste estudo serão dosados na onda 1, o T4-livre e anti-TPO; na onda 2, o TSH, T4-livre e anti-TPO. Serão utilizados como pontos de corte para o TSH: limite inferior <0.4 mUI/L e limite superior >4.0 mUI/L. Para o T4-livre: limite inferior <0,8 ng/mL e limite superior >1,9 ng/mL. A partir dos resultados de TSH e T4-livre e do uso de medicação serão definidos: hipertireoidismo clínico (TSH < 0,4 mUI/L e T4-livre > 1,9 ng/ml); hipotireoidismo clínico (TSH > 4UI/L e T4-livre < 0,8ng/ml); hipertireoidismo subclínico (TSH < 0,4 UI/L e T4-livre normal); hipotireoidismo subclínico (TSH > 4 UI/L e T4-livre normal). Informações sobre o uso de medicamentos para o tratamento de doença tireoidiana foram colhidas de todos os participantes. Para diagnóstico de transtorno psiquiátrico foi utilizado o Clinical Interview Schedule - Revised (CIS-R) traduzido para o português e validado para o estudo. Análise estatística: variáveis categóricas serão expressas em porcentagens e comparadas usando-se o teste do quiquadrado. Variáveis contínuas serão apresentadas em média (desvio-padrão) ou mediana (intervalo interquartil) dependendo da distribuição ser paramétrica ou não paramétrica e comparadas usando-se ANOVA ou Mann-Whitney/Kruskall-Wallis. Para as análises transversais serão construídos modelos logísticos apresentados sem ajuste, com ajuste por idade e sexo e ajuste multivariado pelos principais fatores de confusão usando como variável independente a função tireoidiana/presença de anti-TPO e como variável dependente a presença de transtornos psiquiátricos. Para a análise prospectiva será utilizado o modelo de Cox para cálculo do risco relativo sem ajuste, com ajuste por idade e sexo e com ajuste multivariado pelos fatores de confusão. As estimativas pontuais serão apresentadas com os intervalos de confiança a 95%. (AU)