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Avaliação dos extratos hidroalcoólicos das folhas de Myracrodruon urundeuva all. e Qualea Grandiflora Mart. sobre a viabilidade de biofilme de Streptococcus mutans e na prevenção da desmineralização do esmalte in vitro

Processo: 16/20212-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia
Pesquisador responsável:Ana Carolina Magalhães
Beneficiário:Sara Salustiano Zabini
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Universidade de São Paulo (USP). Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Desmineralização do dente   Cariologia   Streptococcus mutans   Biofilmes

Resumo

A cárie é uma doença relacionada à presença de biofilme dentário rico em bactérias cariogênicas, assim como ao alto consumo de carboidratos, principalmente a sacarose. Streptococcus mutans é considerada a principal bactéria relacionada ao desenvolvimento da cárie dentária e a inibição de seu crescimento por agentes antimicrobianos alternativos tem sido investigada na tentativa de se obter um agente com uma ampla efetividade e sem efeitos colaterais. Tendo em vista o estudo da fitoterapia e a prevalência e o impacto da cárie dentária, torna-se interessante testar o efeito da Myracrodruon urundeuva e Qualea grandiflora sobre S. mutans. Portanto, o presente estudo tem como objetivos: 1) determinar a concentração inibitória mínima (CIM), a concentração bactericida mínima (CBM), concentração inibitória mínima de biofilme (CIMB) e concentração mínima para erradicação de biofilme (CMEB) destes dois agentes naturais isolados ou em conjunto, 2) testar o efeito destas concentrações (CIM, CBM, CIMB e CMEB) na viabilidade de um biofilme de S. mutans e 3) testar o efeito destas concentrações na prevenção da desmineralização do esmalte. Cepa de S. mutans (ATCC 21175) será reativada em ágar mitis salivarius. A CIM e a CIMB serão determinadas pela técnica de diluição seriada em microplacas e os extratos serão avaliados nas concentrações de 0,00195 a 1,00 mg/ml. Serão utilizados como controle positivo a clorexidina a 0,12% e como controles negativo PBS e álcool a 35%. A CIM e CIMB serão definidas como a menor concentração do agente antimicrobiano capaz de inibir de 50 a 90% o crescimento e viabilidade microbiana em relação aos controles negativos, respectivamente. Para a CBM, alíquotas do CIM serão removidas dos poços que não apresentarem nenhuma absorbância (crescimento) e semeadas em placas de ágar BHI suplementada com sacarose 1%, incubadas por 24h a 37°C em estufa de CO2 a 5%. As células viáveis serão contadas e a CBM determinada considerando a menor concentração dos extratos capaz de impedir o crescimento bacteriano visível. Já o experimento da CMEB será realizado a partir do cultivo da bactéria por 24h, seguido da exposição direta aos extratos por mais 24h, e determinação da viabilidade de forma similar ao CIMB. Para a formação do biofilme monoespécie, amostras de esmalte bovino serão preparadas e colônias de S. mutans serão diluídas em saliva artificial McBain (1:50) e utilizadas para a colonização. As trocas de meio e os tratamentos (com as concentrações determinadas anteriormente, 1x60s/dia) serão realizados diariamente por um período de 7 ou 14 dias conforme piloto. As bactérias vivas e mortas (%) serão evidenciadas por fluorescência utilizando microscópio confocal. A desmineralização do esmalte será mensurada por microradiografia transversal. Os dados serão submetidos à análise estatística (p<0,05). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PIRES, JULIANA GONCALVES; ZABINI, SARA SALUSTIANO; BRAGA, ALINE SILVA; FABRIS, RITA DE CASSIA; DE ANDRADE, FLAVIANA BOMBARDA; DE OLIVEIRA, RODRIGO CARDOSO; MAGALHAES, ANA CAROLINA. Hydroalcoholic extracts of Myracrodruon urundeuva All. and Qualea grandiflora Mart. leaves on Streptococcus mutans biofilm and tooth demineralization. ARCHIVES OF ORAL BIOLOGY, v. 91, p. 17-22, JUL 2018. Citações Web of Science: 3.

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