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Entre o técnico e o político: os engenheiros da politécnica e a institucionalização do urbanismo em São Paulo

Processo: 16/18969-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Planejamento Urbano e Regional - Fundamentos do Planejamento Urbano e Regional
Pesquisador responsável:Lucas Ricardo Cestaro
Beneficiário:Bruno Henrique Francisco Froes
Instituição-sede: Faculdade de Engenharia, Arquitetura e Urbanismo. Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP). Instituto Educacional Piracicabano. Santa Bárbara D'Oeste , SP, Brasil
Assunto(s):História do urbanismo   Engenharia   Urbanismo   Obras públicas   São Paulo

Resumo

Esta pesquisa propõe discutir a formação do quadro do urbanismo e sua institucionalização, a partir das experiências inseridas na cidade de São Paulo, dadas com a criação do Departamento de Obras Municipais, na virada do século XIX para o XX. Poucos anos antes a criação deste departamento, se deu também a criação da Escola Politécnica, fundada em 1893 em São Paulo, para formar profissionais de engenharia e forjar assim o incremento dos quadros técnicos tanto na Prefeitura da capital paulista, quanto nos órgãos do governo do estado de São Paulo. Estes engenheiros graduados pela Escola Politécnica, a partir de sua atuação junto ao Departamento de Obras Municipais na capital paulista, contribuíram com a formação do quadro do urbanismo brasileiro e sua institucionalização, bem como na difusão de um ideário modernizador para as cidades. No caso da Prefeitura de São Paulo, alguns destes profissionais se destacaram também no campo político, visto o tempo de permanência dos mesmos junto aos quadros técnicos do Departamento, quanto a chegada de alguns deles a chefia do Poder Executivo Municipal. Dentre os quais destacamos os prefeitos Arthur Sabóia, Luiz Romeiro de Anhaia Mello, Henrique Jorge Guedes, Francisco Machado de Campos, Fábio da Silva Prado, José Pires do Rio e Francisco Prestes Maia, que governaram São Paulo na primeira metade do século XX. Esta pesquisa propõe investigar a partir das gestões e do trabalho desenvolvidos por estes engenheiros e outros profissionais da engenharia a frente do Departamento de Obras Municipais a relação e a imbricação entre o técnico e o político, visando assim verificar a permeabilidade entre ambos e a influência da política sobre as questões técnicas. Buscamos assim, elucidar as experiências paulistanas que contribuíram para a institucionalização do quadro do urbanismo no Brasil, bem como da influência da Escola Politécnica frente as ideias, ações e os posicionamentos políticos destes técnicos. (AU)