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Efeito da Curcuma longa L. sobre a beta oxidação mitocondrial hepática e na progressão do quadro de esteatose induzida pelo consumo de frutose

Processo: 16/18461-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Bioquímica da Nutrição
Pesquisador responsável:Camila Renata Corrêa
Beneficiário:Fabiana Kurokawa Hasimoto
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Fígado gorduroso   Hepatopatia gordurosa não alcoólica   Estresse oxidativo   Mitocôndrias   Curcuma   Curcumina

Resumo

A obesidade é uma condição que vem crescendo mundialmente. O aumento da gordura corporal está associado a diversas complicações metabólicas, como resistência à insulina, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, alterações renais e hepáticas. Um dos fatores responsáveis por aumento no número de indivíduos obesos é o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, especialmente frutose na forma de xarope de milho. A frutose de adição é altamente utilizada pela indústria alimentícia para adoçar seus produtos. No entanto, o consumo crônico dessa frutose é um dos fatores responsáveis pelo desenvolvimento de doença hepática gordurosa não alcoólica (NAFLD), caracterizada pelo acúmulo de triglicerídeos no interior dos hepatócitos, e que pode vir a evoluir para condições mais graves, até cirrose. Prejudica também a beta oxidação hepática por reduzir a ativação do receptor ativado por proliferadores de peroxissomo- alfa (PPAR-±). Além do tratamento convencional, a utilização de componentes alimentares tem merecido cada vez mais destaque. A Curcuma longa, conhecida popularmente como açafrão, tem na sua composição curcumina (80%), um polifenol que tem mostrado benefícios em casos de obesidade e suas comorbidades. Sendo assim, o objetivo do trabalho será testar o efeito da Curcuma longa sobre a NAFLD induzida pelo consumo crônico de frutose. Serão utilizados 48 ratos Wistar machos, divididos inicialmente em dois grupos que receberão dieta padrão (DP) ou dieta padrão + frutose na água de beber (30% de frutose) ad libitum por 15 semanas. Depois, serão divididos em quatro grupos (n=12 animais/grupo), que receberão então placebo ou açafrão por 12 semanas. Serão avaliados peso corporal, consumo calórico, índice de adiposidade, glicemia e jejum e no OGTT, triglicerídeos. A quantificação protéica do PPAR-± será feita por meio da técnica de western blot. A esteatose será identificada por meio de análise histológica do fígado e determinação de triacilglicerol. (AU)