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Perfil da ativação aeróbia e anaeróbia em resposta ao exercício agudo em diferentes domínios de intensidade e circunstâncias de nado

Processo: 16/17735-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia do Esforço
Pesquisador responsável:Dalton Müller Pessôa Filho
Beneficiário:João Guilherme Silva Vieira de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências (FC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Assunto(s):Natação   Consumo de oxigênio   Cinética   Lactatos   Capacidade aeróbica

Resumo

No domínio severo do exercício, a exaustão é atribuída à acidose metabólica pela perturbação do equilíbrio homeostático celular e sanguíneo. Assim, a tolerância muscular pode ser analisada, inferindo-se sobre sua capacidade oxidativa (disponibilidade de O2 e a velocidade da fosforilação de O2), sua capacidade anaeróbia e eficiência do movimento. Especialmente na natação, a descrição desta interação entre a demanda aeróbia/anaeróbia tem um significado importante, porque retrata as características metabólicas típicas da maior parte dos eventos competitivos na natação (200, 400 e 800 metros). Todavia, a aquisição de parâmetros respiratórios para análise da potência aeróbia (VO2max) e dos limiares fisiológicos depara-se com dois entraves: (1) perturbação da condição real de nado face à aplicação de tecnologias (exemplo: Aquatrainer) para captura da permuta gasosa; e (2) ausência de um controle refinado da velocidade, mesmo com a aplicação de recursos luminosos (exemplo: Pacer), devido as frequentes fases de desaceleração e aceleração com as viradas. Por esse motivo, o nado em condição atada (sem deslocamento) é aplicado como ergômetro específico de nado, devido à possibilidade de controle refinado da aplicação e manutenção da intensidade do esforço. Porém, a ausência do arrasto dinâmico no nado-atado levanta dúvidas sobre a paridade das respostas fisiológicas em relação ao nado-livre, e consequentemente sobre a validade ecológica para a avaliação do atleta e aprimoramento do rendimento competitivo. Essas dúvidas poderiam ser sanadas por delineamentos experimentais com contextos fisiológicos proporcionais entre as circunstâncias de nado. A modelagem da resposta metabólica pela cinética do VO2 é oportuna para a descrição do perfil da interação aeróbia/anaeróbia em cada domínio do exercício e oportuna para comparar ambos os contextos de nado, o que se constituí no objetivo deste trabalho: descrever o padrão metabólico de resposta no domínio severo e os fatores influentes na tolerância de nado-livre e atado. Serão selecionados, ao menos, dezesseis nadadores treinados do mesmo sexo, pertencentes à uma equipe federada na ABDA. Após a obtenção de informações sobre a capacidade máxima de força-atada e desempenho nos 200-m em nado-livre, foram avaliadas a capacidade e a potência aeróbia máxima, em ambas as condições de nado (livre e atada). Em seguida, observando-se um intervalo de 24 horas, os nadadores serão submetidos às transições no domínio severo, com aplicação prévia do exercício no domínio moderado, em cada condição de nado: livre e atada. Em todos os testes de fase constante, os dados serão tratados pelo modelo bi-exponencial da cinética do VO2 para a descrição dos perfis de temporais e de amplitude das respostas. A troca gasosa pulmonar será analisada respiração-a-respiração com um sistema portátil automático (K4b2, Cosmed, Roma, Itália), acoplado ao nadador por um snorkel e sistema de válvula específico (Aquatrainer, Cosmed, Itália). O desafio consistirá em comparar a resposta fisiológica em ambas condições de nado. Então, pela primeira vez na natação, será possível analisar se as particularidades do ciclo gestual dos diferentes contextos de nado forneceriam vantagem fisiológica ao nado-atado, em comparação com o nado-livre, assim como sua validade no diagnóstico do desempenho e tolerância de nado. (AU)