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Avaliação histológica e molecular precoce dos efeitos do pré-condicionamento isquêmico direto e remoto no transplante de fígado em suínos

Processo: 16/18756-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Alessandro Rodrigo Belon
Beneficiário:Alessandra Matheus da Silva
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Isquemia   Reperfusão   Precondicionamento isquêmico   Condicionamento pré-transplante   Cirurgia experimental

Resumo

O transplante hepático (TH) é o único método de tratamento efetivo e aceitável para pacientes em estágio final de falência hepática. O progresso na qualificação dos profissionais envolvidos no manejo trans e pós-operatório, combinado com novos regimes de tratamentos imunossupressores, contribuíram para a melhora a curto e longo prazo dos resultados desses transplantes. Porém, apesar desses avanços, a lesão de isquemia e reperfusão (I/R), durante a retirada e implantação do enxerto, continua sendo uma importante causa de disfunção primária e também relaciona-se com casos de rejeições agudas e crônicas.No intuito de minimizar os efeitos deletérios da I/R nos enxertos, o desenvolvimento e a utilização de novas soluções de conservação, por exemplo, contribuiu positivamente para o sucesso dos transplantes de fígado. Novas estratégias estão sendo estudadas/desenvolvidas. O pré-condicionamento isquêmico (PCI), manobra pela qual se geram breves períodos de isquemia seguidos de breves períodos de reperfusão, previamente a um insulto isquêmico pode ajudar ao enxerto a tolerar um longo período de isquemia e a subsequente reperfusão. A liberação de substancias na corrente sanguínea, após a PCI, pode desenvolver efeitos protetores, como redução de apoptose e necrose celular do enxerto, aumentando a sobrevida nos TH. O PCI pode ser direto (no órgão alvo) ou indireto (remoto). No PCI direto (PCID), a maior desvantagem é o estresse mecânico causado nas estruturas vasculares principais do órgão. PCI remoto (PCIR) é o procedimento onde o órgão alvo não sofre os episódios de isquemia breves, um outro órgão é isquemiado por um curto período e o efeito protetor atua no órgão alvo. Na literatura são escassas as pesquisas relatando o possível efeito benéfico do PCI em transplante hepático em animais de grande porte. O objetivo do projeto e observar os efeitos dos diferentes PCI no modelo de transplante hepático ortotópico em suínos de peso semelhante. Usaremos 48 suínos (24 doadores e 24 receptores). Os animais serão alocados nos seguintes grupos: Grupo controle (GCT N=6); Grupo PCID no doador (GPCID; N=6); Grupo PCIR no receptor (GPCIR; N=6) e Grupo PCID no doador e PCIR no receptor (GPCID+R; N=6). Após a realização do transplante, biopsia do fígado será retirada com 1h após a arterialização do enxerto, esse material será processado para análise histológica, análise molecular (gene pró-apoptótico: Bax, gene anti-apoptótico: Bcl-XL, gene de proliferação celular: IL-6 e gene gerador de oxido nítrico: eNOS) e imuno-histoquímica, a fim de verificar diferenças entre os grupos (AU)