Busca avançada
Ano de início
Entree

Investigação de mutações nos genes codificadores de canais iônicos KCNJ5, ATP1A1 e ATP2B3 em tumores do córtex da suprarrenal produtores de aldosterona

Processo: 16/22721-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Madson Queiroz Almeida
Beneficiário:Kayo Augusto de Almeida Medeiros
Instituição-sede: Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Endocrinologia   Aldosterona   Hipertensão   Genética molecular

Resumo

Hipertensão arterial sistêmica (HA) é um importante fator de risco cardiovascular que acomete de 10 a 40% da população adulta em países industrializados. O hiperaldosteronismo primário (HP) é a causa mais frequente de hipertensão secundária com uma prevalência estimada de aproximadamente 10% em pacientes referenciados para serviços de atendimento terciário. Nos últimos anos, consideráveis avanços na compreensão da genética molecular relacionada ao desenvolvimento dos tumores corticais de suprarrenal produtores de aldosterona (aldosteronomas) foram feitos a partir da identificação de mutações em canais de íons que regulam a secreção de aldosterona. Mutações somáticas no gene KCNJ5, que codifica o canal de K+ GIRK4, foram identificadas em 38% dos aldosteronomas. Mais recentemente, foram descritas mutações somáticas nos genes ATP1A1, que codifica a subunidade a1 do canal Na+,K+-ATPase, e no gene ATP2B3, que codifica o canal Ca+2-ATPase. Mutações nos genes ATP1A1 e ATP2B3 foram identificadas em 5,3% e 1,7% dos aldosteronomas, respectivamente. Apesar desses avanços, aproximadamente 46% dos aldosteronomas não possuem mutações identificadas que possam contribuir para o entendimento da sua patogênese. Os objetivos desse estudo são: 1) Investigar mutações nos genes codificadores de canais iônicos KCNJ5, ATP1A1 e ATP2B3 em tumores do córtex da suprarrenal produtores de aldosterona; 4) Realizar estudos in silico de predição de patogenicidade. Serão utilizadas as seguintes metodologias: sequenciamento automático pelo método SANGER e ferramentas on-line para predição de patogenicidade. Esperamos com este projeto realizar a caracterização molecular de uma coorte Brasileira de aldosteronomas. (AU)