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Edição genômica com CRISPR/Cas9 para produção da persistência hereditária da hemoglobina fetal tipo brasileira como estratégia de tratamento da anemia falciforme

Processo: 16/22061-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Situação:Interrompido
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Fernando Ferreira Costa
Beneficiário:Priscila Keiko Matsumoto Martin
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/00984-3 - Doenças dos glóbulos vermelhos: fisiopatologia e novas abordagens terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Anemia falciforme   Terapia genética   Hematologia

Resumo

A anemia falciforme (AF) é uma alteração grave, crônica e sem dúvida representa um problema de saúde pública no Brasil. A AF é causada por uma mutação de ponto no códon 6 do gene da ² globina, levando a uma substituição do ácido glutâmico por valina e consequente produção de uma hemoglobina estruturalmente anormal, a hemoglobina S. Embora a causa da doença seja conhecida há mais de cinquenta anos, as opções terapêuticas ainda são bastante limitadas. A única droga aprovada para tratamento é a hidroxiuréia, e a única terapia curativa é o transplante de medula-óssea. O transplante ainda é limitado a grandes centros de saúde e apenas a alguns pacientes, que possuem doadores compatíveis. Assim, faz-se necessário o desenvolvimento de tratamentos que possam melhorar o prognóstico da doença. Níveis elevados de HbF no sangue estão associados com uma melhor evolução clínica em pacientes com AF. Em alguns indivíduos, a expressão do gene da globina ³ persiste na fase adulta em níveis elevados, o que é denominado de persistência hereditária da hemoglobina fetal (PHHF). Este projeto visa o uso de uma substituição de uma citosina (C) por uma guanina (G) na posição -195 do promotor do gene da globina ³A, denominada de PHHF não delecional tipo Brasileira (nd-PHHF-B), para promover um aumento nos níveis de HbF. Essa mutação de ponto será realizada pelo sistema CRISPR/Cas9 high fidelity, capaz de realizar uma quebra especifica na sequência alvo de DNA, facilitando a recombinação homóloga da sequência doadora contendo a mutação -195 C