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Caracterização da interação do triterpenóide ácido betulínico com miméticos de membranas à luz da composição lipídica

Processo: 16/22923-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular
Pesquisador responsável:Waleska Kerllen Martins Gardesani
Beneficiário:Daiane Kimberlly Muniz dos Santos
Instituição-sede: Universidade de Santo Amaro (UNISA). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/07642-6 - A ativação/inibição da autofagia pelos triterpenóides e o impacto da interação em membranas: implicações terapêuticas antitumorais, AP.R
Assunto(s):Triterpenos pentacíclicos   Autofagia   Mitocôndrias   Lipossomos   Membrana celular

Resumo

Autofagia é um processo biológico que dependente da degradação lisossomal, responsável pela manutenção da homeostase celular em resposta a vários tipos de estresses. O estudo do paradigma no conhecimento sobre as células reciclarem seu conteúdo através da autofagia, concedeu ao pesquisador japonês Yoshinori Ohsumi o prêmio Nobel de Medicina de 2016. Há décadas autofagia tem se destacado na medicina. Atualmente tem-se investigado a modulação da autofagia como uma promissora abordagem terapêutica para o tratamento de várias fisiopatologias humanas, conforme revisado por Dra. Waleska K. M. Gardesani e Baptista. Visando contribuir no paradigma da autofagia como promissor alvo terapêutico, Martins e colaboradores propuseram que a partir da modulação da mitofagia por isômeros pentacíclicos triterpenóides - ácido betulínico (AB) e oleanólico (AO), consegue-se caracterizar distintos efeitos biológicos em células humanas. A distinção de tais efeitos se associa intrinsecamente à habilidade de AB comprometer paralelamente membranas de lisossomas e mitocôndrias. A partir dessa descoberta, definiu-se o conceito de que o estado de eficiência da mitofagia depende intrinsecamente da homeostase lisossômica, e para indução de morte celular efetiva ou senescência, basta promover dano paralelo em membranas mitocôndrias e lisossômicas. Interessantemente, a permeabilização de membrana observada em mitocôndrias e lisossomas mediado por AB se correlacionou significativamente ao dano em miméticos de membranas, tais como lipossomas multilamelares e vesículas gigantes unilamelares (VGUs). Em parceria com Dra. Rosangela Itri do Departamento de Física experimental, Dra. Waleska K. M. Gardesani tem desenvolvido alguns trabalhos na área de modulação de dano em membrana. Tanto os lipossomas quanto VGUs representam modelos experimentais que permitem o estudo de danos na estrutura dos fosfolipídios de membrana, tais como peroxidação após fotodano induzido por Terapia Fotodinâmica (TFD) e reorganização da distribuição de domínios lipídicos (rafts). De fato, usando-se esses modelos miméticos é possível relacionar danos em membranas àqueles mensurados em organelas. Recentemente, Dra. Waleska K. M. Gardesani e colaboradores propuseram que a caracterização dos danos biofísicos em modelos de miméticos de membranas representa uma abordagem interessante para se predizer danos em organelas, tanto bioquímicos quanto fotoinduzidos. Assim sendo, a continuidade do estudo empregando-se as VGUs representa um modelo simples no qual é possível mimetizar a organização heterogênea da membrana celular (por exemplo, com caráter lisossomal e mitocondrial). De forma a possibilitar o entendimento da natureza e papel funcional dos possíveis danos gerados bioquimicamente/biofisicamente por AB. Contudo, para dar seguimento a esses esforços, torna-se necessário um suporte técnico de maneira a contribuir para o desenvolvimento do Projeto de Auxílio Regular (2016/07642-6). Com essa finalidade, apresenta-se aqui um plano de trabalho voltado à análise do dano biofísico em miméticos de membranas mediado por AB, visando especificamente avaliar a alteração da integridade das VGUs à luz da composição lipídica. (AU)