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Estudo das condições limnológicas das áreas com sistemas de cultivo em tanques rede: isolamento, cultivo e produção de biomassa de cianobactérias

Processo: 16/17106-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de novembro de 2016
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Aquicultura
Convênio/Acordo: Innovation Fund Denmark
Pesquisador responsável:Gianmarco Silva David
Beneficiário:Lisangela Coracini Caceris
Instituição-sede: Departamento de Descentralização do Desenvolvimento (APTA Regional). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/50504-5 - Aperfeiçoamento da qualidade de peixes cultivados para consumo humano, AP.TEM
Assunto(s):Qualidade da água   Limnologia   Cianobactérias   Microcystis   Microcistinas   Biomassa   Eutrofização

Resumo

A aquicultura em tanques rede libera nutrientes nos corpos d’água que abrigam as instalações das fazendas de crescimento das tilápias, utilizando o poder de diluição dos grandes reservatórios para a assimilação destes nutrientes. A entrada de nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, causa eutrofização com o enriquecimento das águas através do aumento da produção primária, com consequente aumento da biomassa fitoplanctônica e de macrófitas (Tundisi 2003). O aumento descontrolado e agudo da biomassa em consequência desse processo é um fenômeno conhecido como floração, o que ocasiona produção de toxinas, off flavor e diversos problemas econômicos, ambientais e de saúde pública (Ansari et al. 2011; Carvalho et al. 2013). A eutrofização é a principal causa do enriquecimento artificial por nutrientes dos sistemas aquáticos e uma das piores ações do homem sobre o meio ambiente (Ansari et al. 2011). Neste cenário, a eutrofização tem propiciado condições favoráveis para que as cianobactérias dominem a comunidade fitoplanctônica e formem florações (Tundisi et al. 2006; Sant'anna et al. 2008). Segundo Azevedo (1998), cerca de 50% das florações de cianobactérias testadas em bioensaios em diferentes partes do planeta mostraram-se tóxicas. As florações de cianobactérias podem ser dominadas por uma única espécie ou compostas por uma variedade delas, onde se encontram espécies tóxicas e não tóxicas (Kurmayer et al. 2002). O gênero Microcystis, que apresenta maior número de espécies tóxicas (Sant'anna et al., 2008), é cosmopolita, amplamente distribuído em todo o mundo e abrange 25 espécies tipicamente planctônicas (Komárek & Hauer 2014). Microcystis e a cianobactéria filamentosa Planktothrix são comumente associados a florações tóxicas em todo o mundo e são produtores das toxinas denominadas microcistinas, com característica comum de serer peptídeos de cinco aminoácidos, incluindo o ADDA, exclusivo deste grupo de substâncias. As microcistinas são persistentes no ambiente, podem sofrer bioacumulação, sendo registrada sua presença inclusive na musculatura de peixes (Magalhães et al. 2003). Vinculado ao projeto "Improved quality of cultured fish for human consumption" registrado na FAPESP sob número 2013/50504-5, pretende-se identificar e isolar espécies produtoras de microcistinas, além de produzir biomassa para que se possam realizar testes de toxicidade, ensaios com peixes e estudos moleculares. (AU)