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Análise da frequência de mutações na região promotora do gene TERT nos carcinomas bem-diferenciados da tiroide na população brasileira e sua associação com fatores clínico-patológicos de pior prognóstico

Processo: 16/25127-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Janete Maria Cerutti
Beneficiário:Vitor Rodrigues da Costa
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Neoplasias   Neoplasias da glândula tireoide   Prognóstico   Mutação

Resumo

Os carcinomas bem-diferenciados de tiroide são as neoplasias endócrinas mais comuns e sua incidência vêm aumentando nos últimos anos. Dentro desse grupo são incluídos os carcinomas papilíferos da tiroide (PTC), que representam a grande maioria dos carcinomas de tiroide. Normalmente, os carcinomas papilíferos da tiroide se apresentam pouco agressivos, porém existe um pequeno grupo dessas neoplasias que possuem um caráter mais agressivo. A principal via de sinalização que é ativada de forma constitutiva nessas neoplasias é a via MAPK, e a mutação mais recorrente nos PTCs é a mutação BRAF V600E. Embora esta alteração já tenha sido proposta como um marcador de pior prognóstico por ter sido relacionada ao comportamento mais agressivo do câncer, sua alta frequência (cerca de 50%) impossibilita seu uso como marcador. Recentemente, outras duas mutações foram fortemente associadas às características de pior prognóstico, maiores taxas de recorrência e mortalidade, sendo descrita em certa de 12% dos PTCs. Estas mutações ocorrem na região promotora do gene TERT, ambas resultantes da transição de uma citosina por uma timina nas posições -124 C>T (C228T) e -146 C>T (C250T), em relação ao início da transcrição do gene, que criam novos sítios de ligação a fatores de transcrição ETS. Interessante, quando há co-ocorrência da mutação BRAF V600E e na região promotora do gene TERT ocorre uma sinergia, e o perfil do câncer se torna mais agressivo que o caso das mutações existirem exclusivamente. Diferente das outras alterações mais prevalentemente encontradas no PTCs, não existe nenhum dado na literatura descrevendo a prevalência e o papel das mutações na região promotora do gene TERT no Brasil. Ainda, nenhum grupo no mundo analisou a prevalência desta mutação na metástase do PTC. Assim, esse projeto tem o objetivo de avaliar a prevalência de mutações na região promotora do gene TERT, correlacionar com fatores clínico-patológicos de pior prognóstico e presença da mutação V600E no gene BRAF e avaliar a prevalência destas mutações em metástases pareada de PTCs. (AU)