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Análise de sobrevida em pacientes jovens e idosos com câncer gástrico

Processo: 16/21769-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de fevereiro de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Maria Aparecida Azevedo Koike Folgueira
Beneficiário:Laura Mattucci Tardelli
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sobrevida   Mortalidade   Jovens   Estômago   Neoplasias gástricas   Oncologia

Resumo

O câncer gástrico é muito letal. Apesar de ser a quarta causa de neoplasia no mundo, ele ocupa a segunda posição nas causas de mortalidade por neoplasias. A sobrevida em cinco anos após o diagnóstico de câncer de estômago é extremamente baixa, tanto para homens quanto para mulheres. Felizmente, sua incidência tem caído com o passar do tempo, sendo esse fato associado ao uso de refrigeradores para conservação de alimentos, permitindo uma alimentação com maior presença de vegetais frescos e uma redução na necessidade de sal para conservar alimentos. Entretanto, em adultos jovens (25-39 anos), a tendência de queda da incidência não tem se aplicado. Desde a década de 1980, esse grupo etário tem se comportado de maneira antagônica, tendo sido relatado um aumento na frequência de câncer de estômago nesse grupo, o que poderia estar relacionado com o aumento da infecção por H. pylori, a relação com o vírus Epstein-Barr, a maior ingestão de sódio por populações jovens ou o uso prolongado de inibidores da bomba de prótons. Nesse grupo etário, o câncer tem um comportamento diferente da descrição clássica. Ele é mais frequente em mulheres e tem a histologia principalmente do tipo difuso. Alguns estudos indicam que a doença seja mais agressiva quando acomete jovens, mas isso não é consenso. Pouco estudos avaliaram o prognóstico do câncer gástrico em indivíduos adultos jovens com idade inferior ou igual a 40 anos. Ainda, nesses estudos, não foi encontrado um consenso quanto ao prognóstico do câncer de estômagos nessa faixa etária. Desde o século passado até esse ano, os estudos discordam entre si, alguns não encontrando diferença relevante e outros encontrando sobrevida melhor nos jovens, apesar de uma doença possivelmente mais agressiva. Poucos estudos encontraram uma sobrevida pior em jovens. Mesmo um grande estudo norte-americano, com resultados importantes, feito recentemente, não avalia essa sobrevida com relação ao estadio clínico do paciente ou tipo de câncer que ele apresenta. Além disso, muitos desses estudos foram feitos no Japão, país em que, devido à alta incidência, há rastreamento para essa neoplasia, reduzindo muito sua mortalidade e distanciando os resultados da realidade brasileira. Logo, devido a possibilidade de comportamento e prognóstico diferente da doença em pacientes com menos de 40 anos, nosso estudo tem como objetivo comparar a sobrevida entre todos os pacientes diagnosticados com câncer gástrico no estado de São Paulo, entre janeiro de 2000 e dezembro de 2009. Os pacientes serão divididos entre jovens (até 39 anos) e mais idosos (40 anos ou mais) para uma análise comparativa de sobrevida global e livre de doença. Iremos comparar também os tipos histológicos e estadio clínico ao diagnóstico nesses dois grupos. (AU)