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Modernidade, capitalismo e dominação em dois contextos semiperiféricos: as questões do patrimonialismo e do personalismo no Brasil e na Coréia do Sul

Processo: 16/17446-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Fundamentos da Sociologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Sedi Hirano
Beneficiário:Ricardo Pagliuso Regatieri
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Modernidade   Coreia do Sul   Brasil   Capitalismo   Teoria sociológica   Personalismo

Resumo

O presente projeto de pesquisa visa discutir, em uma perspectiva sociológica comparada, os temas do personalismo e do patrimonialismo na literatura das Ciências Sociais acerca do Brasil e da Coreia do Sul. Conforme uma parte importante da interpretação das Ciências Sociais, nos dois países a modernidade se constituiria, por razões históricas distintas, sob o peso do personalismo e do patrimonialismo, elementos que se devem, no caso do Brasil, à herança ibérica resultante de sua colonização portuguesa, e, no que diz respeito à Coreia do Sul, ao legado da ética confucionista. Em suas específicas configurações brasileira e sul-coreana, a modernidade aparece como incompleta e atravessada por obstáculos. Nelas, no lugar da impessoalidade encontram-se a preferência e o favorecimento pessoais, em vez das mediações propiciadas pelo moderno aparato burocrático se fazem presentes formas mais diretas e tradicionais de dominação, e em oposição à clara separação entre o público e o privado vigora sua indistinção. Seguindo as formulações de Weber sobre o patrimonialismo, as discussões no Brasil e na Coreia do Sul acabam, por um lado, sendo reféns de representações eurocentradas sobre o "resto" do mundo e, por outro, dilatando desmedidamente um conceito cujo núcleo é eminentemente histórico. Tratando os dois países em perspectiva comparada, a pesquisa deverá lançar nova luz sobre os debates sobre patrimonialismo e personalismo no Brasil e na Coreia do Sul, discutindo pressupostos problemáticos neles presentes, apontando alternativas e, de forma mais ampla, contribuindo para a discussão internacional sobre modernidade em contextos da semiperiferia e da periferia do sistema mundial capitalista. (AU)