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Estudo do egresso de tripomastigotas de Trypanosoma cruzi em células infectadas

Processo: 16/16918-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 20 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Renato Arruda Mortara
Beneficiário:Éden Ramalho de Araujo Ferreira
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/15000-4 - Trypanosoma cruzi: variabilidade genômica intra- e interespecífica e mecanismos de invasão/evasão celular, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):19/04264-9 - Estudo do egresso de parasitas intracelulares em células infectadas., BE.EP.PD
Assunto(s):Trypanosoma cruzi

Resumo

A doença de Chagas é causada pelo protozoário flagelado Trypanosoma cruzi e afeta cerca de 7 milhões de pessoas no mundo. Tripomastigotas de T. cruzi infectam as células do hospedeiro e se diferenciam em formas amastigotas intracelulares; estes, após replicação, se diferenciam em tripomastigotas sanguíneos, que rompem a célula hospedeira e são liberados no meio extracelular. Embora há anos seja estudada a invasão por T. cruzi, pouco se sabe sobre o egresso. Alguns trabalhos demonstram que, semelhante a outros patógenos intracelulares, ocorrem desarranjos nos três filamentos que formam o citoesqueleto, conforme o desenvolvimento intracelular dos parasitas. Outros sugerem que devido ao aumento da permeabilidade celular nos estágios finais da infecção pode haver um influxo de cálcio que promove a liberação de proteases pelo parasita. Foi descrito também que, quando infectadas, células espraiadas sobre substrato liberam tripomastigotas por meio de rupturas nas suas bordas; entretanto, o arredondamento dessas células antes da liberação dos parasitas também foi observado. Essas diferentes morfologias durante o egresso podem estar relacionadas com mecanismos distintos de morte celular; foi reportado que o egresso por apoptose da célula hospedeira pode ser favorável à manutenção da infecção, embora o papel da morte celular seja controverso na literatura. Em nosso laboratório já observamos por microscopia eletrônica de varredura, no momento do egresso, células claramente lisadas, em que os parasitas estavam envoltos por rede de filamentos; encontramos também células com a membrana aparentemente íntegra e aberturas contendo tripomastigotas, possivelmente em estágios "pré-eclosão". Com base na literatura atual e nos nossos resultados preliminares, o presente projeto tem como objetivo investigar se os parasitas modulam a sua eclosão por meio de modificações do citoesqueleto e da membrana das células hospedeiras, se o aumento de permeabilidade das células infectadas ocorre pela atividade de proteínas formadoras de poro, e também se vias metabólicas e de sinalização, além de atividades enzimáticas da célula, são moduladas pelo parasita durante o curso da infecção e na fase de egresso. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
BERNARDO, WERICA P.; SOUZA, RENATA T.; COSTA-MARTINS, ANDRE G.; FERREIRA, EDEN R.; MORTARA, RENATO A.; TEIXEIRA, MARTA M. G.; RAMIREZ, JOSE LUIS; DA SILVEIRA, JOSE F. Genomic Organization and Generation of Genetic Variability in the RHS (Retrotransposon Hot Spot) Protein Multigene Family in Trypanosoma cruzi. GENES, v. 11, n. 9 SEP 2020. Citações Web of Science: 0.

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