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Impacto da alteração da microbiota no desenvolvimento cerebral em camundongos: aspectos comportamentais

Processo: 17/03063-4
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Iniciação Científica
Vigência (Início): 26 de junho de 2017
Vigência (Término): 25 de agosto de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Silvia Honda Takada
Beneficiário:Talitha Amanda Sanches Bretherick
Supervisor no Exterior: Alexander Drobyshevsky
Instituição-sede: Centro de Matemática, Computação e Cognição (CMCC). Universidade Federal do ABC (UFABC). Ministério da Educação (Brasil). Santo André , SP, Brasil
Local de pesquisa : NorthShore University HealthSystem, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:15/19699-0 - Efeitos da administração intrahipocampal de 2-APB na memória espacial e na ansiedade de ratos submetidos à anóxia neonatal, BP.IC
Assunto(s):Neurobiologia   Microbioma gastrointestinal   Recém-nascido prematuro   Desenvolvimento infantil   Atividade cerebral   Cognição   Ansiedade

Resumo

Bebês prematuros possuem alto risco de desenvolverem déficits cognitivos e comportamentais. A flora bacteriana intestinal, ou microbiota, é adquirida do ambiente externo ao nascimento e interage com o sistem imune em desenvolvimento da criança. Alterações na colonização intestinal inicial e do desenvolvimento da microbiota podem afetar o desenvolvimento cerebral e elevar o risco de desenvolver desordens neurológicas posteriormente. Evidências e estudos preliminares da Universidade de Chicago têm sugerido uma associação entre a microbiota intestinal e a função cerebral. O objetivo geral deste estudo é avaliar o impacto da microbiota no desenvolvimento cerebral precoce e no comportamento. Será o primeiro estudo utilizando um modelo em camundongos em que amostras fecais humanas, obtidas de bebês pré-termo com peso normal ou abaixo do peso da unidade de terapia intensiva da Universidade de Chicago, serão transplantadas em camundongas grávidas "germ-free", ou seja, sem a presença de colonização bacteriana intestinal. Os grupos de filhotes (com ausência de microbiota intestinal e os que receberam duas populações bacterianas distintas) serão então comparados em dois diferentes tempos durante o desenvolvimento: antes do término da lactação, com duas semanas de vida; após o término da lactação, com 4 semanas de vida. Para avaliar os efeitos das diferentes microbiotas no desenvolvimento cerebral, será utilizado o imageamento por ressonância magnética quantitativa, análises histopatológicas para avaliar alterações estruturais, axonais, na mielinização e no desenvolvimento sináptico. O comportamento social e a ansiedade serão testados, respectivamente, utilizando-se o campo aberto e o labirinto em cruz elevado. Para avaliar memória e aprendizado, serão utilizados o labirinto aquático de Morris e o condicionamento contextual de medo. Através destes experimentos, estes estudos investigarão como a microbiota normal e a alterada podem afetar o desenvolvimento cerebral e aumentar ou reduzir o risco de desenvolver desordens neurológicas, como ansiedade e depressão, e afetar funções cognitivas. (AU)