| Processo: | 16/23759-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia |
| Pesquisador responsável: | Marcos Severino Nobre |
| Beneficiário: | Ricardo Ribeiro Lira da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/11611-3 - Esfera pública e reconstrução: sobre a constituição de um paradigma reconstrutivo no campo da Teoria Crítica, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 18/01423-6 - A participação de Adorno nos debates musicais do pós-guerra e o surgimento da "música informal", BE.EP.DR |
| Assunto(s): | Teoria crítica Filosofia da música |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Adorno | Filosofia da Música | material musical | modelos críticos | Teoria Crítica | Theodor W | Teoria Crítica |
Resumo Este estudo pretende investigar a categoria de material musical na obra de Theodor W. Adorno. Partindo da pressuposição da mediação entre música e sociedade através da categoria de material musical, a pesquisa propõe a hipótese de que é possível observar uma mudança significativa nos escritos tardios de Adorno em relação a essa categoria, que refletiria as mudanças registradas na situação da composição musical a partir do pós-guerra, apontando para uma diferenciação entre dois modelos críticos. O primeiro modelo, cuja obra principal é a Filosofia da Nova Música (1949), compreenderia o período dos escritos musicais da década de 1920 até meados da década de 1950. Neste, a categoria de material musical - como dialética entre a expressão subjetiva do compositor e as exigências históricas objetivas do material, dadas pelo estado avançado da técnica composicional - fornece o critério segundo o qual as obras musicais são criticadas no sentido do progresso (atribuído a Arnold Schoenberg e à Segunda Escola de Viena), ou da reação (atribuído a Igor Stravinsky e ao neoclassicismo musical). Os limites do primeiro modelo crítico se dão, segundo a nossa hipótese, no bloqueio da dialética do material a partir do "fetichismo da série", identificado já na geração de Schoenberg, mas sedimentado na prática do "serialismo integral" dos primeiros anos da década de 1950. As mudanças no estado da composição musical a partir de meados da década de 1950, marcadas pelo progressivo declínio do serialismo integral e pelo surgimento de novas técnicas e experimentos composicionais, como a incorporação do "acaso", fornecem as bases para a reformulação da categoria de material musical e para o surgimento de um novo modelo crítico nos escritos tardios de Adorno. Nesse segundo modelo, as exigências do material musical dadas meramente pelo estado avançado da técnica composicional perdem evidência, bem como as categorias de progresso e reação. (AU) | |
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