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Modelos críticos na filosofia da música de Theodor W. Adorno: a categoria de material musical

Processo: 16/23759-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2022
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marcos Severino Nobre
Beneficiário:Ricardo Ribeiro Lira da Silva
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/11611-3 - Esfera pública e reconstrução: sobre a constituição de um paradigma reconstrutivo no campo da Teoria Crítica, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/01423-6 - A participação de Adorno nos debates musicais do pós-guerra e o surgimento da "música informal", BE.EP.DR
Assunto(s):Teoria crítica   Filosofia da música

Resumo

Este estudo pretende investigar a categoria de material musical na obra de Theodor W. Adorno. Partindo da pressuposição da mediação entre música e sociedade através da categoria de material musical, a pesquisa propõe a hipótese de que é possível observar uma mudança significativa nos escritos tardios de Adorno em relação a essa categoria, que refletiria as mudanças registradas na situação da composição musical a partir do pós-guerra, apontando para uma diferenciação entre dois modelos críticos. O primeiro modelo, cuja obra principal é a Filosofia da Nova Música (1949), compreenderia o período dos escritos musicais da década de 1920 até meados da década de 1950. Neste, a categoria de material musical - como dialética entre a expressão subjetiva do compositor e as exigências históricas objetivas do material, dadas pelo estado avançado da técnica composicional - fornece o critério segundo o qual as obras musicais são criticadas no sentido do progresso (atribuído a Arnold Schoenberg e à Segunda Escola de Viena), ou da reação (atribuído a Igor Stravinsky e ao neoclassicismo musical). Os limites do primeiro modelo crítico se dão, segundo a nossa hipótese, no bloqueio da dialética do material a partir do "fetichismo da série", identificado já na geração de Schoenberg, mas sedimentado na prática do "serialismo integral" dos primeiros anos da década de 1950. As mudanças no estado da composição musical a partir de meados da década de 1950, marcadas pelo progressivo declínio do serialismo integral e pelo surgimento de novas técnicas e experimentos composicionais, como a incorporação do "acaso", fornecem as bases para a reformulação da categoria de material musical e para o surgimento de um novo modelo crítico nos escritos tardios de Adorno. Nesse segundo modelo, as exigências do material musical dadas meramente pelo estado avançado da técnica composicional perdem evidência, bem como as categorias de progresso e reação. (AU)