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Busca por parceiros de interação dos fragmentos bioativos de agrina para estudar seu papel na progressão de câncer oral

Processo: 16/24664-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Adriana Franco Paes Leme
Beneficiário:Aline Guimarães Santana
Instituição-sede: Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM). Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (Brasil). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Drosophila   Proteômica   Neoplasias bucais   Interação proteína-proteína   Proteoglicanas   Neoplasias   Ciclo celular

Resumo

Agrina é um proteoglicano de heparano sulfato de alta massa molecular encontrada com alta expressão proteica em vários tipos de câncer, como carcinoma espinocelular (CEC), câncer hepático, pulmonar, entre outros. Recentemente mostramos que o knockdown de agrina em linhagens de CEC oral (SCC9 e HSC3) diminui em mais de 50% processos como proliferação, migração e invasão celular, como também diminui a formação de colônias e da esfera tumoral, processos essenciais para o desenvolvimento, progressão e agressividade tumoral. Esses resultados inéditos foram ainda corroborados pelos testes in vivo em modelo ortotópico, feitos por meio da injeção de células HSC3 controle e knockdown para agrina na lateral da língua de camundongos. Os resultados revelaram que a diminuição da expressão de agrina interfere negativamente sobre a angiogênese e invasão vascular, morfologia, padrão de crescimento celular e queratinização, desacelerando a progressão tumoral e diminuindo sua severidade. Esse mesmo estudo apresenta que alguns parceiros de interação da agrina, principalmente da porção C-terminal podem estar associados ao desenvolvimento de câncer. Entretanto, observou-se que a agrina sofre um processamento proteolítico pós-traducional gerando proteínas (neoproteínas) de 90 kDa (1103-1863 aa) e 22 kDa (1864-2067) a partir da fragmentação da região C-terminal, as quais também foram observadas superexpressas nos secretomas das linhagens SCC9 e HSC3, e têm sido sugeridos que apresentam papel independente no desenvolvimento de tumoral, embora o seu papel não está claro. Desta maneira, este trabalho busca dar continuidade aos estudos do nosso grupo (Kawakara et al., 2015 e Rivera et al., submetido) buscando conhecer os mecanismos de sinalização das neoproteínas na progressão em câncer oral, além de investigar se a região N-terminal também desempenha algum papel sobre esse processo. Para isso, utilizaremos estratégias de análise por proteômica estrutural para i) identificar parceiros de interação em diferentes construções de agrina; ii) interferir em potencial alvo-direto de agrina por meio de peptídeos sintéticos que modulem a atividade de agrina por meio de experimentos de interação proteína-proteína e experimentos funcionais em células. Assim, espera-se que esse projeto i) esclareça os mecanismos pelos quais a agrina em suas diferentes formas processadas atua sobre o desenvolvimento e progressão tumoral em CEC oral e ii) avance na busca por moléculas que possam interferir no efeito da agrina.

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