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Emprego do sequenciamento genômico na análise de isolados de escherichia coli enteropatogênica atípica obtidos no Brasil: origem filogenética, virulência e perfil plasmidial

Processo: 16/17584-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 15 de agosto de 2017
Vigência (Término): 14 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Pesquisador responsável:Rodrigo Tavanelli Hernandes
Beneficiário:Rodrigo Tavanelli Hernandes
Anfitrião: David A. Rasko
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Maryland, Baltimore (UMB), Estados Unidos  
Assunto(s):Filogenia   Genomas   Virulência

Resumo

Escherichia coli enteropatogênica atípica (aEPEC) é um categoria de Escherichia coli diarreiogênica que acomete tanto indivíduos adultos como crianças, em diversos países do mundo. O principal mecanismo de virulência das aEPEC compreende a formação de uma lesão histopatológica denominada lesão attaching and effacing (AE) que promove a aderência intima da bactéria as células epiteliais, destruição das microvilosidades e formação de uma estrutura semelhante a um pedestal rico em F-actina. As proteínas necessárias para a formação da lesão AE são codificadas por genes localizados em uma ilha de patogenicidade denominada de região LEE (locus of enterocyte effacement). A região LEE é responsável por codificar um sistema de sercrção do tipo III (SST3). Diferentemente das EPEC típicas, as aEPEC são desprovidas do plasmídeo EAF (EPEC adherence fator plasmid) que alberga os genes responsáveis por codificar proteínas que participam da biogênese da fimbria BFP (Bundle-Forming Pili), e consequentemente, não produz o padrão de aderência localizada (AL) nas células epiteliais infectadas. Além das proteínas efetoras codificadas por genes da região LEE, outras proteínas efetoras, que interagem com vários processos celulares e contribuem para o agravamento da doença diarreica, são translocadas para célula hospedeira através do SST3. O objetivo do presente estudo é realizar o sequenciamento do genoma de 100 isolados de aEPEC, obtidos no Brasil durante os últimos anos, para melhor compreendermos a origem filogenética, a diversidade encontrada na região LEE, bem como, entendermos as possíveis estratégias de virulência empregadas por esse patógeno para colonizar e causar danos ao seu hospedeiro. Adicionalmente, será analisada a ocorrência de plasmídeos de virulência com potencial para contribuir no processo de patogenicidade desses isolados. Os resultados obtidos com este estudo serão utilizados para melhorar as estratégias de diagnostico de aEPEC em laboratórios clínicos e também para identificarmos novos potenciais marcadores de virulência, cromossômicos ou plasmidiais, para serem caracterizados em estudos futuros.