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Desvendando a demanda metabólica de macrófagos da lâmina própria intestinal e o seu papel no desenvolvimento da Obesidade e resistência à insulina

Processo: 17/00721-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de setembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Niels Olsen Saraiva Câmara
Beneficiário:Angela Castoldi
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Macrófagos   Membrana mucosa   Mucosa intestinal   Obesidade   Resistência à insulina   Respiração celular

Resumo

A Obesidade pode ser descrita como a "nova síndrome mundial", caracterizada por uma inflamação crônica de baixo grau que é devida principalmente à endotoxemia sistêmica, o que ocorre em consequência de um aumento da permeabilidade intestinal devido a alterações da microbiota intestinal e, consequentemente, extravasamento de endotoxinas, tais como lipopolissacarídeo (LPS) para a circulação. Além disso, na Obesidade, são descritas diferenças entre o metabolismo das células imunes. Importantemente, na Obesidade observa-se um aumento do infiltrado de macrófagos CX3CR1+ na lâmina própria intestinal. Células CX3CR1+ da lâmina própria representam um grupo heterogêneo de células, que expressam níveis altos, baixos e intermediários de CX3CR1 juntamente com F4/80 e CD11b. No ambiente intestinal, o metabolismo basal é diferente de outros tecidos. Os níveis basais de O2 são excepcionalmente baixos devido ao fluxo de sangue em contra-corrente, à presença de bactérias e de muco. Sabendo que os macrófagos residentes CX3CR1+ da lâmina própria estão sobrevivendo nesse microambiente hipóxico, diferentes necessidades de energia podem ser requeridas, comparados a macrófagos residentes de outros tecidos. Assim, a identificação de mecanismos que são moduladores do metabolismo desses macrófagos pode facilitar a compreensão dos processos inflamatórios no intestino durante a alimentação com uma dieta rica com lipídeos (HFD), e consequente desenvolvimento da Obesidade. A obesidade está correlacionada com alterações na microbiota intestinal, secreção aumentada de metabólitos microbianos e absorção de nutrientes, aumento da permeabilidade intestinal, e níveis elevados de LPS circulantes. A função dos macrófagos está intimamente ligada a mudanças intrínsecas no metabolismo celular. Macrófagos da lâmina própria estão na interface entre a fisiologia intestinal e biologia sistêmica, e a nossa hipótese é de que, sob HFD, alterações no metabolismo dos macrófagos CX3CR1+ da lâmina própria leva a perda de integridade da barreira intestinal, e, portanto, a indução da inflamação sistêmica que é crítica para o desenvolvimento da Obesidade, inflamação crônica relacionada e resistência à insulina. (AU)