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A ação de coletivos urbanos redefinindo espaços públicos na periferia da cidade de São Paulo: elaboração de manual de ações autogeridas com base em estudos de caso

Processo: 16/23984-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Paisagismo
Pesquisador responsável:Maria Carolina Maziviero
Beneficiário:Jefferson David Gomes Arruda
Instituição-sede: Faculdade de Letras, Artes, Comunicação e Ciências da Educação. Universidade São Judas Tadeu (USJT). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Política urbana   Movimentos sociais   Espaço público   Ações coletivas   Intervenção urbana

Resumo

A pesquisa visa o estudo aprofundado sobre novas formas de apropriações do espaço público por meio de ações autogeridas e transversais às ações governamentais, comandadas por arranjos descentralizados, organizados de forma anárquica e horizontal, flexíveis e situacionais, que vem sendo chamados de "coletivos urbanos". Observa-se que suas ações têm crescido na cidade de São Paulo, com uma retomada dos espaços públicos por esses grupos, acompanhada pela reivindicação do direito à cidade, a partir da década de 90, no contexto da reestruturação produtiva, da entrada do neoliberalismo e da flexibilização dos direitos trabalhistas no Brasil. Soma-se a isso, o esvaziamento do espaço público a partir da conjuntura histórico-política brasileira dos anos 60 aos 80, em concomitância com a supressão dos direitos constitucionais e com a repressão às manifestações políticas e culturais. Nesse ínterim, o ano de 2011 ficou marcado mundialmente por conta dos levantes populares, fenômenos de dimensões políticas, sociais e tecnológicas que ocorreram em diversas cidades do globo. No Brasil, em junho de 2013, milhares de pessoas foram às ruas de doze capitais brasileiras e diversas outras cidades de médio porte, em um protesto multifacetado, iniciado contra o aumento das passagens de ônibus municipais, mas que depois se transmutou em outras reivindicações. Contudo, a atuação desses coletivos tem atraído maior foco quando acontecem no eixo do centro ao vetor sudoeste de São Paulo. Sendo assim, há duas hipóteses que guiam esse trabalho: I) entender como esse "urbanismo insurgente" acontece nas franjas da cidade, onde as dinâmicas sociais e econômicas são muito diferentes do vetor centro-sudoeste; e II) elaborar um estudo aprofundado sobre três coletivos selecionados previamente, de modo a entender a sua dinâmica organizacional, a lógica de gestão, comunicação e viabilização das atividades, o modo como atuam no território, resultando na elaboração de um manual de autogestão sobre atuação dos coletivos no espaço público em áreas periféricas. Através desse estudo sobre formas políticas e estéticas inéditas, envolvidas por novas redes e dispositivos informacionais que expandem os limites e divisas consolidados, o trabalho propõe-se ainda a colaborar para o debate sobre a ressignificação da fronteira centro x periferia, mediada pela experiência coletiva de apropriação espacial do espaço público. (AU)

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