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Processamento fonológico e velocidade de nomeação automática rápida em jovens e adultos em função do nível de alfabetismo

Processo: 16/23674-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Fundamentos e Medidas da Psicologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Elizeu Coutinho de Macedo
Beneficiário:Matheus Sant'Ana Michelino
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM). Instituto Presbiteriano Mackenzie. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Movimentos oculares   Linguagem   Leitura

Resumo

A leitura é uma habilidade cognitiva complexa e sua aquisição depende de acesso à escola e sistema de ensino com qualidade. No entanto, a qualidade do ensino e a taxa de evasão escolar ainda produzem altas taxas de analfabetismo e baixas habilidades de leitura. Dados de 2015 indicam que 27% da população brasileira pode ser classificada como analfabetos funcionais. Entretanto, apesar da aplicação de provas de leitura em avaliações nacionais ser importante para detectar as taxas de analfabetismo na população adulta, os resultados são pouco conclusivos sobre o impacto dos diferentes processos cognitivos e linguísticos subjacente à leitura. Verifica-se que existe uma falta de conhecimentos específicos sobre os processos cognitivos envolvidos na aprendizagem de leitura de jovens e adultos e, em que medida, esses processos se diferenciam do aprendizado em idade adequada. Assim, ainda não está claro se as habilidades preditoras de sucesso de aquisição de leitura e escrita em crianças são semelhantes à dessa população. O objetivo do estudo é avaliar habilidades preditoras de aprendizagem de leitura, isto é, consciência fonológica e velocidade de nomeação, em jovens e adultos analfabetos funcionais e comparar com crianças em processo de alfabetização e adultos plenamente alfabetizados. Participarão do estudo 90 pessoas, sendo 30 sujeitos jovens e adultos não alfabetizados ou com analfabetismo funcional, 30 crianças pareadas pelo nível de leitura e 30 jovens e adultos no nível proficiente de alfabetismo. Todos os participantes serão avaliados por meio de uma bateria ampla de testes neuropsicológicos e de leitura e escrita. Além disso, serão avaliados os movimentos oculares em tarefas de Leitura, de Nomeação Automática Rápida, e de Tomada de Decisão Lexical. Os resultados serão analisados a fim de comparar o desempenho dos jovens e adultos analfabetos funcionais, com os dois outros grupos em cada um dos testes separadamente. (AU)