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Análise paleomagnética da Formação Cerro Negro, Grupo La Providencia (Ediacarano, Argentina)

Processo: 16/25450-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Geociências - Geologia
Pesquisador responsável:Giancarlo Scardia
Beneficiário:Manoela Machado Papel
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Assunto(s):Argentina   Paleomagnetismo   Estratigrafia

Resumo

Um recente modelo sugere a existência de uma conexão entre o geomagnetismo e a inovação biológica conhecida como Explosão Cambriana, por volta de 542 milhões de anos (Ma). Essa proposta decorre da análise dos efeitos de pressão ambiental que uma extraordinariamente alta taxa de inversões de polaridade do campo magnético terrestre, na ordem de 20-24 por Ma, pode ter produzido na fauna do Ediacarano. Porém, o modelo é baseado exclusivamente em dados do hemisfério norte, coletados em terrenos deformados tectonicamente (Báltica e Sibéria) onde a preservação da magnetização original pode ser questionada. O projeto "Análise multi-proxy da Formação Cerro Negro, Argentina: bioestratigrafia e paleoambiente do primeiro fóssil lagerstätte ediacarano da América do Sul", coordenado pelo Prof. Dr. Lucas Warren e financiado pela FAPESP (proc. 2015/24608-3), oferece uma oportunidade única para testar essa hipótese combinando os dados paleomagnéticos com os dados paleontológicos coletados no âmbito do projeto em uma área do Craton Rio de la Plata, onde a deformação tectônica é muito baixa e o potencial de preservação da magnetização originária é bastante elevado. Os dados obtidos por esta IC serão utilizados para comparar a magnetoestratigrafia da Fm Cerro Negro com outras escalas de polaridade disponíveis da literatura para o intervalo de tempo considerado e providenciar novas informações sobre a migração aparente dos polos paleomagnéticos do Gondwana e a paleolatitude deposicional. (AU)