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Um estudo comparativo da nasalidade no português de São Tomé e nas línguas Lung'ie e Santomé

Processo: 17/02702-3
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 15 de abril de 2017
Vigência (Término): 14 de junho de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Língua Portuguesa
Pesquisador responsável:Gabriel Antunes de Araujo
Beneficiário:Amanda Macedo Balduino
Supervisor no Exterior: Willem Leo Marie Wetzels
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University Amsterdam (VU), Holanda  
Vinculado à bolsa:15/25332-1 - Um estudo comparativo da nasalidade no português de São Tomé e nas línguas Lung'ie e Santomé, BP.MS
Assunto(s):Línguas crioulas   Fonologia

Resumo

O objetivo deste estágio de pesquisa é refinar a análise dedicada à nasalidade vocálica do português de São Tomé e do português de Príncipe. A pesquisa de mestrado "Um estudo comparativo da nasalidade no português de São Tomé, no português de Príncipe e nas línguas crioulas lung'ie e santome tem sido desenvolvida desde abril de 2016 e já cumpriu os seguintes passos: (i) elaboração do experimento a ser aplicado em trabalho de campo, (ii) coleta dos dados, (iii) tratamento inicial do corpus formado e (iv) revisão da literatura utilizada como base teórica no estudo. Em linhas gerais, os resultados preliminares indicam que, em contexto tônico, a vogal nasal [P] é 36% mais longa em relação à sua contraparte oral [a]. Esse número corrobora a hipótese bifônica da nasalidade, a qual postula uma natureza bifásica para a nasalidade. Assim, de acordo com essa perspectiva, vogais nasais seriam mais longas em relação às vogais orais na medida em que apresentam uma sequência de vogal e consoante (VC) na forma subjacente, onde C equivaleria a uma consoante nasal na posição de coda. Tal fenômeno também é observado para o português brasileiro (Wetzels & Moraes, 1992) e para o santome e lung'ie (Balduino et al., 2015), línguas crioulas também faladas em São Tomé e Príncipe. Embora, como demonstrado, os resultados já indiquem uma estrutura VC da nasalidade vocálica no português de São Tomé e no português de Príncipe, essa hipótese geral precisa ser confirmada. Sendo assim, é essencial refinar os critérios fonológicos, investigar a nasalidade nas demais vogais do inventário fonológico das variedades da língua portuguesa em evidência e, então, levantar uma discussão que envolva todos os dados. Isso será realizado durante o programa de estágio oferecido pela Fapesp por meio da discussão dos resultados preliminares com um dos especialistas mais importantes da área, Profº Drº Leo Wetzels. Portanto, a análise do corpus será realizado sob a supervisão do Profº Drº Leo Wetzels tendo por base teorias como a Fonologia Autossegmental (Moraes & Wetzels, 1992; Wetzels, 1997) e a fonologia de laboratório (Ohala, 1995). (AU)