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Avaliação das neurotransmissões glutamatérgica e GABAérgica do córtex pré-frontal medial esquerdo e direito no consumo de etanol induzido por estresse de derrota social em camundongos

Processo: 16/08665-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Cleopatra da Silva Planeta
Beneficiário:Lucas Canto de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/05808-0 - O papel do córtex pré-frontal medial esquerdo e direito na extinção do medo e na ansiedade: uma abordagem optogenética, BE.EP.PD
Assunto(s):Etanol   Córtex pré-frontal

Resumo

O córtex pré-frontal medial (CPFm) participa da modulação de diferentes comportamentos, dos quais incluem-se os associados ao uso de etanol e resposta a estressores. Esta região encefálica é predominantemente composta por neurônios glutamatérgicos e interneurônios gabaérgicos, além de receber aferências dopaminérgicas provenientes da área tegmental ventral. Recentemente, tem sido proposto que as funções do CPFm podem ser lateralizadas, de tal forma que o CPFm esquerdo (CPFmE) pode apresentar controle inibitório sobre o CPFm direito (CPFmD). Um modelo animal que pode ser utilizado para se investigar o efeito do estresse sobre o consumo de etanol é o de derrota social. Contudo, para que haja o aumento no consumo de etanol, estudos prévios têm enfatizado a necessidade de que o estresse do confronto agonístico seja prolongado, envolvendo pelo menos 30 mordidas em sessões de cinco minutos ao longo de 10 dias. Diante das evidências de que o aumento no consumo de etanol é observado após longo período de derrota social (estresse crônico), e da lateralização funcional do CPFm no controle de estados emocionais, a hipótese desta proposta de estudo é de que durante os primeiros contatos com o agente estressor o CPFmE iniba as consequências aversivas desencadeadas pela ativação do CPFmD e que tal controle diminui com o prolongar das sessões de derrota social, resultando no aumento do consumo de etanol. Para testar esta hipótese, o presente estudo investigará o papel da lateralização e as alterações neuroquímicas e moleculares do córtex pré-frontal medial relacionadas ao consumo de etanol induzido pela exposição aguda ao estresse de derrota social. Para este fim, investigaremos: o efeito da inativação temporária da porção dorso medial do CPFm E e D, com injeção local de CoCl2, sobre o aumento no consumo de etanol induzido pela exposição ao estresse agudo de derrota social (Experimento 1); a expressão da proteína Fos no CPFm por meio da técnica de imunohistoquímica, em camundongos submetidos à derrota social (Experimento 2); a participação dos sistemas glutamatérgico e gabaérgico no CPFm em camundongos submetidos à derrota social, por meio da técnica de dupla marcação por imunofluorescencia da proteína Fos + neurotransmissão por glutamato (CamKII) e GABA (GAD67) (Experimento 3); a participação das neurotransmissões glutamatérgica e gabaérgica na porção dorso medial do CPFm E e D no consumo de etanol induzido pelo estresse de derrota social, através de injeções intra-CPFm E ou D de antagonistas glutamatérgico (AP-7) e gabaérgico (bicuculina) (Experimento 4). (AU)