Busca avançada
Ano de início
Entree

Efeito da exposição à hidroquinona sobre a resposta humoral e celular induzido com a imunização com vacina contra influenza

Processo: 16/24134-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Análise Toxicológica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Sandra Helena Poliselli Farsky
Beneficiário:André Luis Fabris
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Farmacologia   Sistema imune   Toxicologia   Influenza

Resumo

A gripe é um problema de saúde pública no Brasil, uma vez que acomete grande parcela da população, em especial a infantil e idosa, onde os sintomas podem se agravar e levar até a morte. Desde 1999 foi implantada a imunização anual ao vírus influenza a estas parcelas da população. A vacina usada contém o vírus fragmentado e inativado e é produzida pelo Instituto Butantan, consistindo em um processo ativo de imunização. A literatura tem mostrado que a exposição a xenobióticos ambientais com potencial ação sobre o sistema imune, como a fumaça do cigarro, pode comprometer a eficácia de imunizações ativas. Nosso grupo de pesquisa tem estudado os mecanismos tóxicos da hidroquinona, um agente imunotóxico presente em altas concentrações na fumaça do cigarro, além de ser metabólito tóxico do benzeno. Nossos dados mostram que a exposição in vivo de animais de experimentação à hidroquinona compromete funções de leucócitos e, ainda, agrava a artrite reumatóide da mesma forma que observado em fumantes. Assim, o objetivo do presente trabalho é avaliar se a exposição à hidroquinona a camundongos machos, da linhagem C57BL/6, altera a resposta imune à vacina contra o vírus Influenza. Para tanto, os animais serão expostos à hidroquinona (250 ou 2500 ppm) diariamente, por 1 h, por nebulização em caixas de contenção por um total de 6 semanas. Nas semanas 4 e 6, os animais serão imunizados, via s.c., em ambos os lados da região dorsal com a vacina trivalente e fragmentada para Influenza fornecida pelo Instituto Butantan. Os animais serão eutanasiados 2 semanas após a última imunização e amostras serão coletadas para as seguintes análises: sangue circulante para caracterização dos leucócitos por citometria de fluxo (anti-B220-APC-Cy7, anti-CD3-FITC, anti-Gr-1-FITC, anti-F4/80-FITC, anti-CD138-PE, anti-CD38-APC, anti-GL7-PerCP-Cy5.5 e anti-CD23- PECy7); baço e linfonodos para quantificação de folículos e centros germinativos por imunofluorescência indireta; soro para quantificação de IgG por Elisa; leucócitos circulantes, esplenócitos, linfonodos, medula óssea e lavado bronco-alveolar para enumeração de células secretoras de IgG totais e específicas ao Influenza por Elispot. Esperamos que os resultados obtidos possam elucidar os mecanismos da toxicidade da hidroquinona, além de contribuir para compreensão dos fatores que levam à ineficácia da vacinação a uma parcela da população, em especial aos expostos à fumaça do cigarro. (AU)