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Hormônio masculino no tratamento de doença dos telômeros

Processo: 16/17900-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Rodrigo do Tocantins Calado de Saloma Rodrigues
Beneficiário:Renan Carvalho Albino
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Telomerase   Hematologia   Androgênios

Resumo

Telômeros são sequências repetidas de nucleotídeos revestidas por proteínas especializadas que se localizam nas extremidades dos cromossomos lineares com a função de protegê-los de danos ao material genético. Telomerase é a enzima responsável pela síntese e manutenção dos telômeros, fundamentalmente importante em células de alta taxa proliferativa como as células tronco e progenitoras hematopoéticas. Quando há danos ao complexo de formação dos telômeros, ocorre seu encurtamento excessivo e verificam-se doenças relacionadas ao encurtamento telomérico como a anemia aplástica e a disceratose congênita. Ademais, telomeropatias são associadas a fibrose pulmonar idiopática e cirrose. Estudos in vitro indicam que a expressão da telomerase pode ser modulada por hormônios sexuais, potencialmente mitigando a erosão telomérica. Isso ocorre pois a região promotora do gene TERT contém pelo menos dois sítios de ligação para o receptor de estrógeno. Dessa forma, o aumento da expressão da telomerase modulado pelo hormônio propicia melhora nos eventos de formação e manutenção dos telômeros e por conseguinte deve ter efeitos sobre a progressão da doença. O presente estudo pretende avaliar o efeito e a tolerabilidade do tratamento com o andrógeno decanoato de nandrolona em pacientes com telomeropatia. Avalia-se também o efeito do tratamento no comprimento telomérico de leucócitos do sangue periférico e, clinicamente, sobre a progressão da doença. O decanoato de nandrolona será administrado por via intramuscular quinzenalmente, a 5 mg/kg/dose. Os pacientes serão seguidos em retornos estabelecidos no cronograma para avaliar, através de exames, a tolerabilidade ao medicamento e os efeitos causados. Pacientes que não suportarem a dose inicial a terão reduzida ou até mesmo suspensa. Dessa forma, a oportunidade terapêutica é a de que com o auxílio de andrógenos se possa aumentar a atividade da telomerase, diminuindo a taxa de encurtamento telomérico e o consequente quadro de pancitopenia, o que em última análise promoveria o aumento da proliferação e regeneração dos tecidos, como o hematopoiético. (AU)