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Estudo da participação dos receptores purinérgicos no desenvolvimento da resposta imune contra a malária experimental

Processo: 17/03354-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2021
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Maria Regina D'Império Lima
Beneficiário:Érika Machado de Salles
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/20432-8 - Intervenção em vias de sinalização associadas ao reconhecimento de dano celular visando reduzir a patologia das formas graves de malária e tuberculose, AP.TEM
Assunto(s):Malária   Receptores purinérgicos P2X7   Receptores purinérgicos P1   Resposta imune   5'-Nucleotidase   Trifosfato de adenosina

Resumo

As vias moleculares envolvidas na ativação e na regulação da resposta imune são importantes alvos para estudos que visam produzir vacinas e desenvolver novas abordagens terapêuticas. As células do sistema imune reconhecem não apenas as estruturas presentes em patógenos (PAMPs - Pathogens-Associated Molecular Patherns), mas também moléculas intracelulares chamadas de DAMPs (Damage-Associated Molecular Patterns), tais como o ATP, que são liberadas no meio extracelular durante dano ou estresse celular. A detecção do ATP extracelular (eATP) por receptores purinérgicos (P2X1-7) alerta as células imunológicas que desencadeiam a resposta inflamatória. Alguns estudos mostram que o reconhecimento da molécula de ATP por receptores P2X7 em linfócitos T CD4+ induz os processos de ativação e morte celular. Além disso, enzimas que clivam o eATP participam do controle do dano tecidual e da inflamação. Na Malária, observa-se uma intensa ativação de linfócitos T CD4+ que contribui para a produção de IFN³ (células Th1), ativação de linfócitos B (células Tfh) e regulação (células Treg e Tr1). Além disso, nosso grupo de pesquisa verificou que o receptor P2X7 favorece a diferenciação das células Th1 e controla a população de células Tfh durante a infecção com o Plasmodium chabaudi. No entanto, experimentos adicionais precisam ser realizados para completar este estudo. Ainda, é possível que outros receptores purinérgicos também estejam envolvidos na resposta imune contra a Malária, assim como outros sinais de dano e seus receptores. Vale destacar o possível envolvimento das ecto-nucleotidases (CD39 e CD73) e dos receptores P1 de adenosina na regulação da resposta imune contra a Malária, com consequências importantes para o desenvolvimento das síndromes associadas às formas graves da doença. Assim, o objetivo geral deste projeto é avaliar o papel dos receptores purinérgicos P2X7, receptores P1 (A2A e A2B), assim como das ecto-nucleotidases CD39 e CD73, no desenvolvimento da resposta imune contra a Malária experimental. (AU)

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