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Identificação e caracterização de novos mediadores do citoesqueleto de actina durante a invasão celular pelas formas amastigotas extracelulares de Trypanosoma cruzi

Processo: 16/17770-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de março de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Pesquisador responsável:Renato Arruda Mortara
Beneficiário:Alexis de Sá Ribeiro do Bonfim de Melo
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/15000-4 - Trypanosoma cruzi: variabilidade genômica intra- e interespecífica e mecanismos de invasão/evasão celular, AP.TEM
Assunto(s):Biologia celular   Células HeLa   Citoesqueleto de actina   Amastigotes   Trypanosoma cruzi   Citocalasina D   GTP fosfo-hidrolases

Resumo

Agente etiológico da Doença de Chagas, o Trypanosoma cruzi é capaz de infectar células fagocíticas profissionais ou não por meio de mecanismos celulares que divergem quando da forma evolutiva do parasito. Enquanto as formas tripomastigotas sanguíneas dependem de exocitose de lisossomos das células hospedeiras, as formas Amastigotas Extracelulares (AEs), objeto do nosso estudo, dependem majoritariamente do citoesqueleto de actina também das células hospedeiras. Células HeLa tratadas com citocalasina D, uma droga que inibe a polimerização de actina, tem sua invasão pelos AEs drasticamente inibida, ainda aos sítios de invasão dessas formas são recrutadas, juntamente com actina, proteínas de ligação e ativação, porém os mecanismos que regulam esse processo ainda são pouco conhecidos. Utilizando técnicas de microscopia confocal e manipulação gênica por transdução lentiviral, nos últimos anos o nosso laboratório descreveu o papel de cruciais reguladores da polimerização de actina, as GTPases Cdc42 e Rac1, assim como duas de suas proteínas ligantes/efetoras (N-WASP e WAVE2, respectivamente). Nossos resultados mostraram que as vias de Cdc42/N-WASP e Rac1/WAVE2 participam da polimerização de actina durante a internalização dos AEs; porém, adicionalmente os nossos resultados, também sugeriram uma possível co-regulação/co-participação entre essas duas vias além da provável participação de outras vias e proteínas ainda não caracterizadas nesse fenômeno. Com bases nessas observações o presente projeto propõe identificar novos mediadores da dinâmica de actina durante a invasão celular pelos AEs ao isolar, identificar e caracterizar biologicamente os ligantes da actina filamentosa (polimerizada) e das GTPases Cdc42 e Rac1. Por fim, com essa abordagem esperamos descrever novas vias que regulam a dinâmica de actina durante esse processo. (AU)