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Humor e metalinguagem nos prólogos de Terêncio

Processo: 17/00076-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Línguas Clássicas
Pesquisador responsável:Isabella Tardin Cardoso
Beneficiário:Aline da Silva Lazaro Bragion
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Metalinguagem

Resumo

Este projeto propõe uma apreciação dos prólogos das seis comédias legadas pelo poeta romano Públio Terêncio (Publius Terentius, 185-159 a.C.), a saber Andria (166 a.C.), Hecyra (165, 160 a.C.), Heautontimoroumenos (163 a.C.), Eunuchus (161 a.C.), Phormio (161 a.C.) e Adelphi (160 a.C.). Nosso interesse pelos prólogos do autor surgiu a partir do estudo da comédia terenciana Hecyra (A sogra), durante o Mestrado. Nessa ocasião, Hecyra nos chamou atenção pela peculiar existência de dois prólogos, ambos narrando duas tentativas prévias de apresentação da comédia. Observando o modo como os prólogos narram as interrupções de tais encenações de Hecyra, propusemos uma interpretação que difere da leitura "literal" normalmente dedicada a tais passagens. Isso porque consideramos ambos os prólogos não como pura informação referencial, factual, sobre o contexto do espetáculo, mas já enquanto parte da ilusão dramática. Como resultado, constatamos, de um lado, uma maior integração entre os prólogos e a ação da peça Hecyra. De outro, observamos a necessidade de se rever as não poucas inferências feitas a partir dos prólogos terencianos ora quanto às condições teatrais da época (por exemplo, o estatuto do poeta, do espectador, do ator em Roma antiga), ora sobre uma poética imanente inferível do texto terenciano (tal como sua concepção de ineditismo ou "originalidade", ainda tomando Hecyra como exemplo). Ampliando no projeto atual o corpus a ser dessa forma analisado, buscaremos, ainda, aprofundar nossas reflexões sobre tais momentos de transição entre o mundo dos espectadores e o mundo da ficção das peças, baseando-nos para tanto na mesma metodologia até aqui empregada. Nomeadamente, procuraremos evidenciar nos versos de tais prólogos tanto os aspectos poéticos e retóricos empregados em sua elaboração, bem como a função de sua metapoesia. Na esteira das pesquisas plautinas de Cardoso (2005, 2010, 2011), procuraremos demonstrar que, também em Terêncio, tal função influencia não apenas a interpretação de pontos-chave de cada uma das peças, como ainda a atual imagem da poesia terenciana e do teatro romano antigo como um todo.Palavras-chave: Comédia romana, Terêncio, prólogos, metalinguagem, metapoesia