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Estudo epidemiológico da sífilis congênita: a realidade de um hospital universitário terciário

Processo: 17/00332-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de abril de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Maria Regina Bentlin
Beneficiário:Patrícia Akemi Tabuchi
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Sífilis congênita   Neonatologia   Recém-nascido   Prevenção de doenças

Resumo

A sífilis é considerada importante problema de saúde pública não só pelo aumento crescente dos casos na população geral mas também em gestantes, uma vez que nessa situação a infecção pode ser transmitida ao feto com graves implicações. Uma das metas da organização Pan-Americana de Saúde e do Fundo das Nações Unidas para Infância era a redução da incidência da sífilis congênita para cifras inferiores a 0,5 por 1.000 nascidos vivos até 2015. Infelizmente isso não ocorreu, pelo contrário as taxas continuaram subindo. No Brasil a incidência mais que dobrou na última década chegando a mais de 4 por 1000 nascidos vivos. Uma das possíveis causas para esse aumento pode ser o diagnóstico tardio da gestante e o seu tratamento inadequado. Objetivo: Determinar a incidência de sífilis congênita e propor medidas educativas e preventivas para sua redução; Caracterizar o perfil dos recém-nascidos portadores de sífilis congênita e de suas mães; Determinar as principais formas de apresentação da sífilis congênita; Elaborar panfletos educativos sobre a doença a serem distribuídos na rede básica; Promover discussões sobre sífilis junto aos profissionais de saúde e gestantes que fazem prenatal na rede básica. Metodologia: Estudo epidemiológico, retrospectivo, a ser realizado na Maternidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, já aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição e com financiamento FAPESP 16/10681-3. Serão selecionados todos os casos notificados de mães com VDRL positivo no momento do parto e seus respectivos recém nascidos (RN) no período de janeiro de 2015 a dezembro de 2016. Não haverá critérios de exclusão. A amostra será de conveniência. Serão avaliadas variáveis maternas (idade, pré-natal, uso de drogas, sorologias e tratamento para sífilis), neonatais (peso de nascimento, idade gestacional, manifestações clínicas e laboratoriais da sífilis, sorologia no sangue e no liquor). A busca de informações será realizada em prontuários dos pacientes. Os dados serão tabulados em planilhas com posterior analise descritiva com cálculo de média e desvio padrão e de proporções. Serão confeccionados panfletos educativos que serão distribuídos nas redes básicas da região. Unidades básicas de saúde de 5 cidades estratégicas receberão a visita dos pesquisadores (orientador e aluna de IC) para apresentação dos resultados e discussão sobre sífilis e sífilis congênita com profissionais de saúde e gestantes. Resultados esperados: Contribuir para o diagnóstico da situação da sífilis congênita numa região do interior de São Paulo e a partir dos dados encontrados, propor estratégias para prevenção, diagnóstico e tratamento adequado das gestantes na tentativa de reduzir a incidência da doença materna e suas complicações para o recém-nascido. Promover e facilitar a difusão do conhecimento entre universidade e comunidade, e criar um canal de diálogo entre elas. (AU)