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Modelo de simulação de danos causados por míldio e ferrugem em Vitis spp. sob diferentes sistemas de condução

Processo: 17/02432-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2020
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:Antonio Fernandes Nogueira Júnior
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/24003-9 - Epidemiologia, avaliação de danos e controle de doenças da videira, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):19/11590-0 - Análise histoquímica e histopatológica da cv. Solaris infectada com Plasmopara viticola e expressão de genes relacionados à patogênese em duas temperaturas, BE.EP.PD   18/00952-5 - Limitações fotossintéticas e monociclo do míldio da videira em diferentes Vitis spp. e temperaturas, BE.EP.PD
Assunto(s):Epidemiologia   Doenças de plantas   Míldio   Ferrugem (doença de planta)   Vitis labrusca   Vitis vinifera

Resumo

O cultivo da videira no Brasil está em expansão nos últimos dez anos. Tanto a área plantada com videiras quanto a produtividade aumentaram nesse período. Na maioria das regiões produtoras de uvas, elevadas severidades de doenças como o míldio (Plamospara viticola) e a ferrugem (Phakposora euvitis) são observadas em videiras quando as condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento dos patógenos. O controle dessas doenças é feito basicamente por meio de aplicações de fungicidas e o número de aplicações chega a 60 por ciclo. Essas foram as motivações do projeto temático "Epidemiologia, avaliação de danos e controle de doenças da videira" (Processo FAPESP 2013/24003-9) que vem produzindo relevantes resultados: O efeito do míldio e da ferrugem no tecido verde ao redor da lesão dos patógenos foi quantificado com a aplicação do conceito da lesão virtual (²) proposto por Bastiaans. A ferrugem reduziu drasticamente a eficiência fotossintética das folhas, com um valor estimado de ² de 5,78, enquanto que o míldio apresentou moderada redução na fotossíntese de folhas de Vitis labrusca e o ² estimado nesse patossistema foi de 2,9. A ferrugem reduziu o transporte aparente de elétrons, a eficiência do fotossistema 2 e a atividade da Rubisco, enquanto o míldio apenas reduziu a atividade da Rubisco. O ² e as limitações fotossintéticas foram determinados em condições ideais para o desenvolvimento das doenças (Nogueira Júnior, 2016). Nenhum desses efeitos foi avaliado em V. vinifera ou em diferentes temperaturas foliares. A avaliação dos componentes monocíclicos da ferrugem mostrou que embora a germinação de esporos seja mínima a 30°C a severidade da doença em plantas mantidas nessa temperatura é elevada (Alves, 2015). O efeito da temperatura na colonização patogênica e no metabolismo fotossintético das plantas não está esclarecido. A intensidade do míldio é praticamente nula em plantas com cobertura plástica e a ocorrência da ferrugem não é alterada pela plasticultura. Porém, dados de literatura mostram que a temperatura do ar em plantas sob o plástico é 3°C superior àquela de plantas descobertas; além disso, a radiação fotossinteticamente ativa é 30% menor. O modelo de simulação do crescimento de V. labrusca (Genecrop-P) foi desenvolvido, parametrizado e testado. O objetivo desse projeto é avançar no entendimento dos mecanismos de danos e na elaboração do modelo de simulação de doenças da videira. Para tanto serão determinados os efeitos dos patógenos no tecido verde ao redor da lesão em função da temperatura foliar e da espécie de Vitis (V. vinifera e V. labrusca) em condições controladas. Mudas da cv. Niagara Rosada e cv. Moscato serão inoculadas e mantidas em câmaras Conviron® nas temperaturas de 15, 25 e 30°C. A severidade das doenças nas folhas será relacionada com variáveis obtidas em análises de trocas gasosas utilizando um analisador portátil de gases por infravermelho. As limitações da fotossíntese causadas por P. viticola e P. euvitis serão determinadas em condições controladas em V. vinifera por meio de análises de trocas gasosas e curvas de resposta da fotossíntese ao aumento da concentração intercelular de CO2 (A/Ci). Os efeitos dos patógenos no tecido verde ao redor das lesões e as limitações fotossintéticas também serão determinados em plantas em campo conduzidas no sistema em Y sob cobertura plástica e sem cobertura plástica. Medidas de trocas gasosas, curvas de resposta à luz e curvas A/Ci serão realizadas em plantas sadias e doentes, com e sem cobertura plástica, durante dois ciclos de cultivo. Plantas com e sem cobertura plástica também serão inoculadas com diferentes concentrações de inóculo de P.viticola e P. euvitis e a severidade das doenças será correlacionada com a produção da videira. Os dados obtidos serão utilizados na parametrização e validação do modelo de simulação de danos causados por P. viticola e P. euvitis na videira. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NOGUEIRA JUNIOR, ANTONIO F.; RIBEIRO, RAFAEL V.; MARCOS, FERNANDA C. C.; AMORIM, LILIAN. Virtual lesions and photosynthetic damage caused by Plasmopara viticola in Vitis labrusca. European Journal of Plant Pathology, v. 155, n. 2, p. 545-555, OCT 2019. Citações Web of Science: 0.
NAVARRO, B. L.; NOGUEIRA JUNIOR, A. F.; RIBEIRO, R. V.; SPOSITO, M. B. Photosynthetic damage caused by grapevine rust (Phakopsora euvitis) in Vitis vinifera and Vitis labrusca. AUSTRALASIAN PLANT PATHOLOGY, v. 48, n. 5, p. 509-518, SEP 2019. Citações Web of Science: 0.

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