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Significados atribuídos por mulheres homossexuais e suas parceiras ao adoecimento por câncer de mama e ao tratamento oncológico

Processo: 16/26212-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Tratamento e Prevenção Psicológica
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Manoel Antônio dos Santos
Beneficiário:Carolina de Souza
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Orientação sexual   Homossexualidade feminina   Neoplasias mamárias

Resumo

O câncer da mama corresponde a 22% dos novos casos a cada ano e é o segundo tipo de câncer mais recorrente no mundo e o que mais acomete as mulheres. Se for diagnosticado em estágio precoce e devidamente tratado, o prognóstico é relativamente bom. Como as taxas de incidência e sobrevivência das neoplasias mamárias são altas na atualidade, muitas mulheres irão conviver com as sequelas do seu tratamento e do adoecimento por um período relativamente prolongado. Isso torna cada vez mais oportuno que se invista em estudos que levem ao desenvolvimento de intervenções que possam contribuir para melhorar a saúde psicológica e física dessas mulheres, com ênfase na qualidade de vida. A literatura dedicada à qualidade de vida que focaliza os aspectos relacionadas à sexualidade da mulher acometida parte do pressuposto de que ela tem uma orientação heterossexual, consoante ao pressuposto naturalizado da heteronormatividade. Pouco se sabe sobre as vivências da mulher homossexual acometida pelo câncer de mama. Mulheres homossexuais são mais propensas do que as heterossexuais a sofrer de depressão, ansiedade e transtornos por uso de substância psicoativa. Experiências de discriminação, abuso e vitimização têm sido consistentemente identificadas como fatores de risco para transtornos mentais nesse grupo sexualmente minoritário da população. Considerando esses pressupostos, este estudo tem por objetivo compreender os sentidos atribuídos por mulheres homossexuais com câncer de mama e suas parceiras íntimas ao adoecimento e suas vivências do tratamento oncológico. Trata-se de um estudo qualitativo, transversal, descritivo-exploratório e que terá como referencial teórico os estudos de gênero. Participarão mulheres que receberam diagnóstico de câncer de mama, bem como suas parceiras íntimas, e que realizam tratamento oncológico em um hospital público de referência em oncologia, localizado em uma cidade do interior de São Paulo. A amostra de conveniência será delimitada pelo critério de saturação teórica. Para a construção do corpus de análise serão realizadas entrevistas narrativas episódicas, com questões que buscarão circunscrever os sentidos que as mulheres homossexuais atribuem à doença e ao tratamento. As entrevistas serão realizadas individualmente (e por fim, com a díade), em situação face a face, com duração de, aproximadamente, 80 minutos, e audiogravadas mediante autorização das participantes. Após a coleta de dados, o conteúdo audiogravado será transcrito literalmente e na íntegra. Posteriormente, os dados serão analisados e discutidos na perspectiva da análise de conteúdo temática indutiva. Por meio desse procedimento serão investigados aspectos relacionados à trajetória afetivo-sexual das participantes, significados atribuídos aos seus relacionamentos passados e atuais, ao modo como são/foram recebidas pelos serviços de saúde, suas concepções sobre o fato de a equipe de saúde estar ou não capacitada para lidar com a diversidade sexual, os benefícios e barreiras encontrados no encontro com os serviços de saúde, bem como facilidades e dificuldades para seguir adiante com o tratamento, e sugestões para aprimorar o serviço de saúde de modo a melhor atender as necessidades das usuárias e planos/perspectivas futuras. Espera-se que o conhecimento produzido possa contribuir para a implementação de estratégias de promoção e prevenção de saúde junto aos serviços de reabilitação psicossocial voltados à mulher submetida à mastectomia, possibilitando o desenvolvimento de políticas sociais e públicas implementadas pelo Estado que sejam sensíveis à diversidade sexual e de gênero. (AU)

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