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Uma modernidade alternativa? arquitetura, urbanidade e colonialismo em Lourenço Marques no período tardo-colonial

Processo: 16/22435-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia das Populações Afro-brasileiras
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:João Felipe Ferreira Gonçalves
Beneficiário:Inácio de Carvalho Dias de Andrade
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/07829-4 - "Uma modernidade alternativa? Arquitetura, urbanidade e colonialismo em Lourenço Marques no período tardo-colonial.", BE.EP.PD
Assunto(s):Arquitetura   Moçambique   África   Modernidade   Antropologia urbana

Resumo

Este projeto analisará a formação da ideia de modernidade na capital de Moçambique durante operíodo tardo-colonial. Na antiga Lourenço Marques, atual Maputo, seguidos projetos deurbanização buscaram dar materialidade a uma moderna nação ultramarina portuguesa ao mesmotempo em que tentaram solucionar o problema da mão de obra autóctone. Assim, a capitalmoçambicana foi edificada a partir de diferentes percepções acerca de modernidade, de trabalho ede raça, que buscavam imprimir, ao cenário urbano laurentino, os grandes motes da colonizaçãolusitana. O ideal lusotropicalista do regime salazarista deveria ser observado concretamente nas ruas laurentinas e para tanto diferentes projetos urbanos surgidos na Europa foram utilizados. Assim, o celebrado movimento de arquitetura moderna de Moçambique nasceu em meio a umdilema: como projetar uma cidade moderna, humanista e igualitária no bojo do violento governo colonial português? Embora esse impasse não tenha sido necessariamente resolvido (e tenha sido muitas vezes ignorado), o legado da geração modernista em Lourenço Marques ainda é bastanteperceptível nos edifícios e avenidas da capital. Para além disso, o modernismo em arquiteturamoldou os termos por meio dos quais a modernização em Moçambique é debatida atualmente.Assim, abordar a produção arquitetônica do período tardo-colonial moçambicano permite-nospensar os modos pelos quais dicotomias importantes no debate público atual foram criadas - tradição/modernidade, rural/urbano, etc - e abre caminho para discutir como as diferentesmodernidades africanas dialogam e produzem esta modernidade europeia que entendemos comodominante. (AU)