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Potencial de produtos naturais derivados de plantas no tratamento de candidíase

Processo: 17/03250-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Regina Helena Pires
Beneficiário:Haniel Chadwick Silva Orlando
Instituição-sede: Pró-Reitoria Adjunta de Pesquisa e Pós-Graduação. Universidade de Franca (UNIFRAN). Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Candida   Copaifera   Antifúngicos   Biofilmes   Micologia

Resumo

Candida é uma levedura geralmente encontrada na microbiota da pele e mucosas de indivíduos saudáveis, cuja patogenicidade pode ser ativada por desequilíbrio dos mecanismos de defesa do hospedeiro, originando patologias denominadas candidíases. Embora seja preconizado o tratamento com drogas azólicas, há relatos de resistência de Candida aos vários antifúngicos. Além disso, Candida tem sido associada aos biofilmes, forma de crescimento na qual os organismos aderem às superfícies além de serem envolvidos por substância exopolimérica secretada por eles mesmos. Desta maneira, há a necessidade de busca por novos antifúngicos, destacando-se os vegetais do gênero Copaifera devido às suas propriedades antimicrobianas relatadas na medicina popular. Assim, o presente trabalho terá por objetivo avaliar o potencial antifúngico de Copaifera frente a espécies de Candida bem como evidenciar os danos causados às células fúngicas. Adicionalmente serão realizados testes in vivo para a demonstração da citotoxidade de Copaifera e avaliação da farmacodinâmica. As cepas testadas se constituirão de Candida albicans ATCC 5314, Candida glabrata ATCC 2001, Candida parapsilosis ATCC 22019, Candida krusei ATCC 6258 e Candida tropicalis ATCC 13803 e, os óleos-resina utilizados, serão das espécies: Copaifera paupera Dwyer, Copaifera reticulata Ducke, Copaifera langsdorffii Desfontaines, Copaifera trapeziofolia Hayne e Copaifera pubiflora Benth. Além disso, serão utilizados os extratos brutos foliares de Copaifera paupera Dwyer, C. reticulata Ducke, Copaifera multijuga Hayne, C. pubiflora Benth, C. duckei Dwyer e C. langsdorffi Desfontaines. A atividade antifúngica será avaliada pela metodologia de micro diluição em caldo com revelação pela resazurina. A capacidade de prevenção de biofilmes será avaliada pelo ensaio do 2 metoxi 4 nitro 5 sulfofenil 5 fenilalanina carbonil 2H tetrazolio hidróxido - XTT) e a extensão dos danos causados às células de Candida, serão evidenciados pela microscopia eletrônica de transmissão. A toxidade de Copaifera será avaliada in vivo utilizando-se o nematoide Caenorhabditis elegans. A busca por novos compostos para a terapêutica da candidíase reverte em benefícios para a população além de estabelecer laços entre a educação e a saúde. (AU)