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Caracterização genética e molecular do desenvolvimento de tricomas glandulares tipos IV e VI em tomateiro (Solanum lycopersicum cv. Micro-Tom) e estudo da participação destas estruturas na resistência a artrópodes

Processo: 16/22323-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Botânica - Fisiologia Vegetal
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Lázaro Eustaquio Pereira Peres
Beneficiário:Eloisa Vendemiatti
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Tomate   Animais herbívoros   Mosca-branca   Desenvolvimento vegetal

Resumo

Os tricomas são estruturas que se originam da epiderme de tecidos aéreos, sendo classificados, principalmente, de acordo com a presença (glandulares) ou ausência de glândulas (não glandulares/ tectores)e têm papel fundamental na defesa das plantas. A via de desenvolvimento dos tricomas glandulares em plantas permanece obscura, uma vez que a maior parte dos estudos desenvolvidos envolve a planta modelo Arabidopsis thaliana, na qual os tricomas glandulares são ausentes. O gênero Solanum possui uma grande diversidade de tricomas, em especial glandulares (tipos I, IV, VI e VII). O estudo de tais estruturas vem ganhando cada vez mais destaque, já que são fontes de diversos metabólitos especializados de importância econômica e ecológica. Espécies selvagens como S. galapagense, S. pennellii e S. habrochaites são consideradas recursos genéticos para o tomateiro (S. lycopersicum) por possuírem variações genéticas naturais que lhes conferem maior resistência ao ataque de herbívoros. Entre essas variações está a presença de tricomas glandulares do tipo IV, uma fonte do aleloquímico acilaçúcar, e a presença de tricoma do tipo VI diferenciado, que produz metilcetonas e sesquiterpenos ausentes na espécie domesticada. O presente trabalho propõe elucidar as bases genéticas que controlam o desenvolvimento dos tricomas glandulares dos tipos IV e VI e obtenção de linhagens com maior resistência a insetos herbívoros. (AU)