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A exacerbação da DPOC isolada e na coexistência da IC e o suporte ventilatório não invasivo: investigação do impacto sobre a função endotelial e autonômica cardíaca e análise da relação dos desfechos cardiovasculares com aspectos clínicos e funcionais

Processo: 17/03872-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Fisioterapia e Terapia Ocupacional
Pesquisador responsável:Renata Gonçalves Mendes
Beneficiário:Erika Zavaglia Kabbach
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/12763-4 - A exacerbação da DPOC isolada e na coexistência da IC e o suporte ventilatório não invasivo: investigação do impacto sobre a função endotelial e autonômica cardíaca e análise da relação dos desfechos cardiovasculares com aspectos clincos e funcionais, AP.R
Assunto(s):Doença pulmonar obstrutiva crônica   Insuficiência cardíaca   Ventilação não invasiva

Resumo

Na doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), os períodos de exacerbações são frequentes e associados a hospitalizações, redução da capacidade funcional e risco para doenças cardiovasculares. O comprometimento da função endotelial (FE) e da modulação autonômica cardíaca (MAC) nesta população foi previamente demonstrado, entretanto, a coexistência da DPOC e insuficiência cardíaca crônica (IC) é elevada, e o impacto desta sobreposição, bem como a influência de fatores clínicos e funcionais na exacerbação, ainda carece de evidência. Adicionalmente, sabe-se que o suporte ventilatório não invasivo (VNI) é benéfico na fase de exacerbação da DPOC e IC, avaliadas isoladamente, sobre a ótica de diversos desfechos porém, para estes desfechos cardiovasculares propostos e na coexistência das doenças, o impacto da VNI carece de embasamento cientifico. Objetivo: Investigar o impacto da coexistência da DPOC+IC e do efeito da VNI sobre a FE e MAC, bem como, a existência de relação destes desfechos entre si e com fatores clínicos e funcionais na fase de exacerbação da doença. Desenho do estudo e metodologia: Estudo prospectivo longitudinal e intervencional com controle comparativo, sendo a população do estudo composta por indivíduos com diagnóstico de DPOC isolada (GDPOC) ou associada à IC (GDPIC). A avaliação constará de medidas dos desfechos principais de FE pela vasodilatação mediada por fluxo da artéria braquial e rigidez arterial e da MAC pela variabilidade da frequência cardíaca (VFC), além de avaliação da qualidade de vida, capacidade funcional e cognitiva e exames laboratoriais, nas primeiras 24-48 horas da exacerbação antes e após a aplicação da VNI e 30 dias após a primeira avaliação. A VNI será fornecida no modo Binivel por mínimo de 30 minutos e máximo de 1 hora. A hipótese para este estudo é a de que a função endotelial e autonômica cardíaca estarão mais comprometidas na coexistência das doenças do que quando comparada a DPOC isolada e, que a aplicação da VNI nesta fase de exacerbação resulta agudamente em respostas benéficas para a função endotelial e autonômica cardíaca. Além disso, hipotetiza-se a existência de associação entre os desfechos cardiovasculares entre si, bem como com aspectos clínicos e funcionais. Estes novos conhecimentos contribuirão para o embasamento de futuras propostas intervencionais para o manejo mais adequado destas doenças que representam causas importantes de invalidez e mortalidade mundial com tendência a aumento devido ao envelhecimento da população. (AU)