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Negociações financeiras internacionais e atores políticos: a perspectiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre o rompimento das relações entre Brasil e FMI no Governo Juscelino Kubitschek (1957-1959)

Processo: 17/01312-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2017
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Felipe Pereira Loureiro
Beneficiário:Fernanda Conforto de Oliveira
Supervisor no Exterior: Giselle Datz
Instituição-sede: Instituto de Relações Internacionais (IRI). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Virginia Polytechnic Institute and State University, Alexandria, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:16/10315-7 - Negociações financeiras internacionais e atores políticos: o rompimento das relações entre Brasil e FMI no governo Juscelino Kubitschek (1957-1959)., BP.MS
Assunto(s):Relações internacionais   Fundo Monetário Internacional   Investimentos estrangeiros   Industrialização

Resumo

Na história das relações entre Brasil e Fundo Monetário Internacional (FMI), um dos momentos cruciais é o do governo Juscelino Kubitschek (1956-1961). O FMI teve um papel importante no período, tendo em vista que investimentos externos constituíam um dos pilares do programa da administração Kubitschek para acelerar o processo de industrialização do país: o Plano de Metas. Em 1958, Brasil e Fundo assinaram um primeiro acordo stand-by, que disponibilizou recursos ao país com a exigência de que fosse implementado um programa de estabilização. Vendo-se no dilema entre conseguir recursos externos para conter desequilíbrios na balança de pagamentos e aplicar políticas que poderiam comprometer o objetivo maior de seu governo, Kubitschek escolheu a segunda opção, rompendo unilateralmente com o FMI em junho de 1959. Apesar de sua enorme relevância histórica, a literatura sobre os motivos que levaram a esse rompimento pauta-se em escassa base empírica, além de ser reduzida. Para compreender essa importante questão, a análise profunda das relações entre FMI e Brasil no fim da década de 1950 é fundamental. Além disso, visto de Washington tinha (e em menor grau ainda tem) papel determinante na formulação política do FMI, também é importante analisar como as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos se desenvolveram no período, assim como até que ponto Washington teria influenciado as decisões do Fundo no Brasil de Kubitschek. Por meio do cruzamento de fontes oficiais norte-americanas e do FMI (tanto de caráter público quanto confidencial), pretende-se entender os motivos pelos quais o governo Kubitschek decidiu pelo rompimento das negociações para um acordo stand-by com o FMI em 1959, principalmente a partir da perspectiva do FMI e dos Estados Unidos. Imagina-se que este projeto contribuirá para reflexões mais amplas, e contemporâneas, sobre multilateralismo econômico e relações entre FMI, Estados Unidos e países em desenvolvimento (sobretudo na América Latina). (AU)