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Da herança à ruptura: a modernidade sonora no Hamlet de Ozualdo Candeias

Processo: 16/25793-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2017
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Artes - Cinema
Pesquisador responsável:Suzana Reck Miranda
Beneficiário:Luiz Fernando Coutinho de Oliveira
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Cinema brasileiro   Trilha sonora de filmes

Resumo

Este projeto se propõe a analisar o som e suas características no filme A Herança (1970), de Ozualdo Candeias, de modo a questionar se o uso de ruídos e silêncios reflete um estado de crise nos parâmetros de representação. Esta crise é compreendida, aqui, como uma espécie de ruptura com o modelo tradicional e como uma busca por novos paradigmas, por sua vez 'modernos', os quais incluem rearranjos da dinâmica sonora e a incorporação da precariedade técnica como força expressiva. Parte-se da hipótese de que a modernidade cinematográfica, em A Herança, equivale a uma constante experimentação sonora enraizada em uma tradição que remonta ao western e, em certa medida (visto que adapta "Hamlet") à narrativa shakespeariana. A análise buscará estabelecer um diálogo com o livro "O Som no Cinema Brasileiro", escrito por Fernando Morais da Costa, no qual o autor percorre, pela perspectiva sonora, características estéticas e aspectos técnicos que atravessam o cinema brasileiro do período silencioso ao contemporâneo. Pretende-se, além de aprofundar as análises realizadas por Costa acerca de Candeias (pertencentes ao capitulo concernente ao som direto e a quebra dos parâmetros clássicos) contribuir com os estudos de som no cinema brasileiro. (AU)