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Land Grabbing e uso do território: capital financeiro e apropriação de terras no sul do Maranhão e Piauí (MATOPIBA)

Processo: 16/24186-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 30 de abril de 2021
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Fabio Betioli Contel
Beneficiário:Bruno Rezende Spadotto
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/04508-2 - Financeirização e Land Grabbing: a transformação da terra em um ativo financeiro no capitalismo contemporâneo, BE.EP.DR
Assunto(s):Agronegócio   Geografia econômica

Resumo

O objetivo desta pesquisa é compreender as diferentes formas de uso do território realizadas pelo capital financeiro, que permitem a esse tipo de capital especulativo se apropriar de terras agriculturáveis no território brasileiro. Este fenômeno vem sendo estudado por uma ampla gama de pesquisadores e intelectuais ligados a movimentos sociais internacionais, que o conceituam pelo termo de "land grabbing" (BORRAS JR, et al, 2011; 2012; MCMICHAEL, 2012; 2009; COTULA, 2015; FAIRBAIRN, 2014; 2015). A ocorrência do land grabbing em território brasileiro concretiza-se em várias localidades, mas, sobretudo, na região denominada de "MATOPIBA" (região de fronteira entre os estados federativos do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), sendo realizada por empresas de especulação imobiliária em terras agriculturáveis, como a Radar Propriedades Agrícolas S/A. A partir disso, propomos realizar uma análise geográfica do fenômeno de "land grabbing" no Brasil à maneira como sugere Ouma (2014), que propõe uma análise "das regiões produtivas para o mercado financeiro", isto é, "de baixo pra cima". Esperamos, com essa proposta, identificar como certos agentes e lógicas financeiras (nacionais e globais) vêm alterando arranjos produtivos regionais pré-existentes (situações de "horizontalidades"), constituindo-se em "verticalidades" nas regiões, impostas aos sujeitos locais por sociedades anônimas e hegemônicas globais (SANTOS, 2009). (AU)

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