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Olimpíadas 2016: arquitetura e cidade construídas

Processo: 16/21367-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Leandro Silva Medrano
Beneficiário:Renata Latuf de Oliveira Sanchez
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Desenho urbano   Arquitetura sustentável   Olimpíada   Rio de Janeiro

Resumo

Em 2016, a cidade do Rio de Janeiro sediou um dos maiores eventos esportivos do mundo, a XXXI Olimpíada, cujo impacto em termos de transformações urbanas e arquitetônicas tem sido objeto de estudos científicos em diversas áreas. No entanto, a revisão bibliográfica sobre legado olímpico aponta que pouco tem sido estudado em termos de desenho urbano - na relação entre espaço físico e espaço social. O legado é comumente analisado em termos econômicos, políticos, ambientais ou por uma perspectiva de macroplanejamento urbano. A partir desta lacuna, esta pesquisa de doutorado procura compreender as consequências das estratégias de desenho urbano adotadas em três projetos: Parque Olímpico, Vila dos Atletas e Parque dos Atletas, localizados na Barra da Tijuca. As análises visam avaliar como o legado desses projetos se relaciona com o ambiente urbano e a cidade. Como metodologia, optou-se pela análise comparativa com os Jogos Olímpicos de Londres 2012, bem como com os parâmetros de projeto urbano atualmente recomendados pela literatura da área. Para tanto, avaliam-se os seguintes aspectos: i) participação da população; ii) metodologia de seleção dos projetos de desenho urbano; iii) relação entre o estado da arte das teorias urbanísticas e os projetos executados; iv) relação com a cidade; e v) relação entre poder público e privado na realização dos projetos. Parte-se da hipótese de que as alterações feitas no projeto original de urbanização do Parque Olímpico da Barra da Tijuca demonstram que a flexibilização exigida pelos agentes do mercado imobiliário juntamente à abertura proporcionada pela Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993 (Lei de Licitações) anulou as possibilidades de as Olimpíadas de 2016 deixarem um legado original em relação ao desenho urbano e ao urbanismo. (AU)