Busca avançada
Ano de início
Entree

Arranjos tecnológicos de gestão do cuidado em um hospital de Pronto Socorro

Processo: 17/07998-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de maio de 2017
Vigência (Término): 15 de abril de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública
Convênio/Acordo: CNPq - PPSUS
Pesquisador responsável:Luiz Carlos de Oliveira Cecílio
Beneficiário:Allan Gomes de Lorena
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:16/15025-7 - Arranjos tecnológicos de gestão do cuidado em um hospital de pronto socorro, AP.PP.SUS
Assunto(s):Serviço hospitalar de emergência   Assistência centrada no paciente   Assistência integral à saúde

Resumo

Os serviços hospitalares de emergência (SHE) são os pontos de atenção dos Sistemas de Saúde onde se manifestem mais comumente fenômenos de demanda excessiva, como a superlotação, e as queixas relativas à qualidade do cuidado em saúde, marcadas pelas mais variadas dimensões do sofrimento humano. Os SHE acolhem a repressão de demanda gerada em outros pontos de atenção do sistema de saúde, resultando em grande insatisfação dos usuários, seja pelo tempo de espera para atendimento, seja, pela indisponibilidade de leitos hospitalares para internações, acarretando na permanência de um grande número de pacientes, por longos períodos, em macas nos corredores. Uma das consequências dessas situações é expressivo aumento dos índices de adoecimento das equipes de trabalho da emergência em função de ambientes e processos de trabalho estressores. Neste cenário, a experimentação de novos arranjos tecnológicos para o cuidado adquire grande importância, seja ao aperfeiçoar a capacidade de acolher e de identificar riscos das pessoas que buscam cuidados hospitalares, melhorando o modo como se dá a entrada do paciente no hospital, seja "gerando saídas" dos SEH mais articuladas com outros pontos de atenção da rede, condição fundamental para se garantir a continuidade do cuidado. Dois arranjos tecnológicos têm sido utilizados visando melhorar os fluxos no hospital: a "Classificação de Risco-Manchester" e o "Kanban". O primeiro é uma metodologia que confere classificação de risco para os pacientes que buscam atendimento em uma unidade de pronto atendimento, dispondo de 52 entradas, que se entende por fluxos ou algoritmos para a classificação da gravidade, avaliação esta codificada em cores. Os fluxogramas estão agrupados de forma a identificar sinais, sintomas ou síndromes e cada cor de classificação determina um tempo máximo para o atendimento ao paciente. O "Kanban" é um dispositivo para gestão de leitos que combina práticas de gestão de prioridades clínicas e ferramentas visuais que permitem a qualificação da coordenação do cuidado e a priorização e o aperfeiçoamento da tomada de decisão clínica e do uso do recurso leito. Propõe-se, ao conformar o trabalho da equipe multiprofissional a ampliar a responsabilidade dos sujeitos implicados no cuidado e produzir respostas operacionais. Sua ação tem sido potencializada pela institucionalização da horizontalidade do cuidado médico como aposta para aprimorar a decisão clínica e a coordenação do cuidado, assim como a implantação de visitas multidisciplinares (atividade rotineira das equipes de alto desempenho, com vistas a produzir melhor decisão clínica e a propor recursos necessários para o cuidado, incentivando a sinergia entre os múltiplos saberes), a implantação de protocolos clínicos hospitalares, que guiam a decisão clínica e as melhores práticas para o cuidado seguro e efetivo baseando-se em evidência científica. Metodologia: Estudo qualitativo, tipo estudo de caso, que fará uso de múltiplas técnicas para a produção dos dados: 1. Análise documental/revisão sistemática; 2. Entrevista coletiva com dirigentes do SHE; 3. Observação participante do cotidiano das equipes que operam o Sistema de Classificação de Risco e o Kanbam; 4. Observação participante na sala de espera para atendimento; 5. Coleta de histórias de vida de usuários dos dois arranjos. O estudo envolverá os atores institucionais em todas as fases da pesquisa, prevendo encontros regulares (seminários compartilhados) com as equipes que operam os dispositivos no correr do processo. Será desenvolvido por pesquisadores da Escola Paulista de Medicina/Unifesp, do Instituto Universitário de Lisboa, instituição parceira já consolidados de estudo anteriores, além de pesquisadores vinculados à Secretaria Municipal de Saúde de São Bernardo do Campo e ao SHE. São previstos seminários quinzenais para discussão e análise dos trabalhos de campo. (AU)