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Microtomografia computadorizada aplicada ao estudo taxonômico de material raro: redescrição de seis espécies brasileiras de planárias terrestres

Processo: 17/05760-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2017
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Taxonomia dos Grupos Recentes
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Fernando Jesús Carbayo Baz
Beneficiário:Marcos Santos Silva
Instituição-sede: Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Platyhelminthes   Morfologia animal

Resumo

As planárias terrestres (Geoplanidae, Tricladida, Platyhelminthes) são vermes de vida livre. Possuem com corpo achatado dorso-ventralmente e medem poucos centrimetros de comprimento. Vivem em ambientes úmidos do solo, se refugiando sob troncos caídos, rochas e serapilheira.São conhecidas aproximadamente 170 espécies do Brasil. A maior parte delas foi descrita ao longo do século XX. Várias espécies descritas nessa época estão em posição taxonômica duvidosa e necessitam de revisão. São espécies reunidas no gênero coletivo Pseudogeoplana Ogren & Kawakatsu, 1990 (Geoplaninae). Quase todas as características de importância taxonômica das espécies de Pseudogeoplana são desconhecidas devido à falta de estudo ou por serem imaturos sexualmente. Recentemente foi redescoberto no Museu Nacional do Rio de Janeiro um conjunto de espécimes-tipo de planárias brasileiras descritas por Schirch (1929) e que nunca foram reestudadas: Pseudogeoplana arpi, P. bonita, P. blaseri. P. bresslaui. P. doederleine e P. wetzeli. Os espécimes estão conservados inteiros, em etanol, ou seja, sua morfologia interna é desconhecida. Neste projeto será feita uma revisão taxonômica dessas espécies. Observações iniciais mostraram que pelo menos uma parte dos espécimes são maduros, ou seja, contêm os caracteres taxonômicos mais importantes. Para garantir a integridade do valioso e raro material-tipo, será utilizada preferencialmente a técnica de microtomografia computadorizada raios-X (mCT). É uma técnica não destrutiva de reconstrução de imagens em 3D que se baseia na combinação de múltiplas imagens de raios-X, do objeto de estudo, tomadas em diversos ângulos. As imagens produzidas geram reconstruções virtuais com resolução que pode alcançar 60 nm. Se a mCT se revelar inadequada para alguns espécimes, provavelmente os de maior largura, será aplicada a técnica histológica tradicional. A partir da informação morfológica obtida por estes dois métodos, as espécies serão redescritas e sua posição taxonômica será revisada. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)

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