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Estresse pré-cópula altera a microbiota vaginal de fêmeas suínas nulíparas

Processo: 17/03818-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de junho de 2017
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Adroaldo Jose Zanella
Beneficiário:Luana Alves
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Glucocorticoides   Alojamento

Resumo

O período que precede a cópula é de intenso estresse para as fêmeas suínas nos sistemas comerciais de produção, devido à mudança de manejo, dieta, instalações, dentre outros. A maioria dos animais é mantida em celas, que desafiam o bem-estar dos mesmos. Assim, pode ocorrer uma alteração do eixo Hipocampo-Hipotálamo-Pituitária-Adrenal (HHPA), com liberação de cortisol, alterando a fisiologia do animal e modificando respostas aos estímulos de dor, infecção, lesão e estresse. Apesar do efeito dos glicocorticóides ser pouco elucidado no ambiente pré-cópula, seus impactos na gestação são conhecidos, envolvendo transtornos cognitivos e emocionais na prole. A manutenção de uma microbiota saudável, por ser o primeiro repositório de bactérias dos recém-nascidos, é importante. Seu papel na interação HHPA-sistema digestivo é reconhecido em processos relacionados ao estresse, obesidade, problemas psiquiátricos, dentre outros. É importante ressaltar que esses microrganismos são influenciados por fatores ambientais, fisiológicos, genotípicos e sociais. A hipótese é de que a microbiota vaginal é alterada pelo estresse que a fêmea é submetida durante o período pré-estro e que essa alteração compromete a saúde e bem-estar da fêmea com risco para a saúde e bem-estar dos leitões. Para tal, o estudo proposto neste trabalho é o alojamento no período pré-cópula em celas de gestação, baias coletivas e piquetes, três situações distintas que oferecem graus diferentes de desafios ao bem-estar dos animais, juntamente com a injeção de lipopolissacarídeos (LPS), simulando um quadro inflamatório. (AU)