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Realismo e não-filosofia em F. H. Jacobi

Processo: 17/03803-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de junho de 2017
Vigência (Término): 31 de agosto de 2020
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Oliver Tolle
Beneficiário:Juliana Ferraci Martone
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/09917-8 - F.H. Jacobi e Fichte: liberdade como meio para a liberdade?, BE.EP.DD
Assunto(s):Vida   Realismo   Literatura   Filósofos   Alemães

Resumo

A tese pretende investigar a denominada Unphilosophie, não-filosofia, filosofia do não- saber ou realismo de F. H. Jacobi; sinônimos duma filosofia da ação, indissociável da vida, que parte da firme convicção (crença) na existência das coisas externas, do eu e do tu ("sem tu, não há eu"). O conteúdo da vida nada e senão história, entendida como o modo de agir e sentir duma época: a ação humana no mundo concreto. Para compreender essa "não- filosofia" é preciso vislumbrar o universo jacobiano como um todo, no qual a exposição da história cabe a teoria (Gnosiologia) e a literatura (ética, moral), duas perspectivas levemente diferentes que se combinam para formar uma filosofia que e, ao mesmo tempo, "mente e coração". Além do valor intrínseco das ideias de Jacobi, e possível observar como seu projeto influenciou o iluminismo alemão e teve grande repercussão entre os mais contrastantes pensadores, tais como Fichte, F. Schlegel e os românticos, Schelling, W. von Humboldt, Herder, Goethe e especialmente Jean Paul Richter. Jean Paul também adere a empreitada anti-Aufklarung e anti-idealismo e, de modo semelhante a Jacobi (o "guardião de sua crença"), considera a literatura uma "prova prática da filosofia", uma espécie de salto mortal e concreto. (AU)